Money Week: Max Gutierrez explica como os bancos digitais se tornaram ferramentas de facilidade e de inclusão

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Money Week

Maxnaum Gutierrez é parceiro e Head de Produtos e Pessoas Físicas do C6 Bank, um banco digital novíssimo.

Os bancos digitais são uma forma nova de as pessoas lidarem com o próprio dinheiro. Sem taxas, na maioria das vezes, sem burocracia na abertura das contas, com segurança nos níveis dos bancos tradicionais, além de inovações em vários produtos, os digitais têm atraindo cada vez mais clientes para essa modalidade.

O C6 Bank é um dos exemplo. Um banco novo que começou a operar oficialmente em agosto de 2019, foi fundado por ex-sócios do BTG Pactual. A licença para operar foi concedida em janeiro de 2019 pelo Banco Central e já “reinventou a forma de fazer transferência”, segundo Gutierrez, com o C6 Kick. “Faz tanto pelo Whatsapp, como por SMS. (A transferência) pode ser para qualquer banco”.

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“A proposta foi entregar a plataforma de banking – fazer transferência, receber dinheiro – 100% gratuito, exatamente para dar acesso a todo mundo a uma plataforma bancária”, diz.

Gutierrez foi entrevistado no quarto dia da Money Week, evento organizado pela Transformação Digital e pela EuQueroInvestir!, que vai de 25 a 29 de novembro e cujo conteúdo está inteiramente disponível, de forma gratuita, neste link.

Conexões de carbono e inclusão

O conceito do C6 é de facilitar a ligação financeira entre as pessoas, de qualquer renda, inclusive aquelas que não possuem conta em banco algum, algo comum no Brasil: “O C é de carbono, elemento base da vida, e 6 é o número atômico desse elemento. Os átomos de carbono se unem de várias formas e são capazes de criar diferentes substâncias (…). A habilidade do carbono fazer conexões nos inspira”.

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Uma das metas do banco é lançar um programa de fidelidade, o Átomos, para todos, em que qualquer transação vale pontos – sem que o cliente precise pagar por isso: “Em breve, vamos lançar um programa 100% gratuito para todo mundo, um dos pioneiros do mercado”, diz Gutierrez. “Lembrando que grande parte da população não tem acesso a cartão de crédito porque é necessário aprovação, a gente está dando acesso ao programa de fidelidade para 100% da população, abrindo conta no C6”, completa.

“A principal transformação não foi a tecnologia, viabilizadora para entregar. O principal é pensar de forma diferente. Pensar na complicação que existe hoje (para usar serviços bancários). Essa forma que o mercado abriu, com várias empresas resolvendo problemas (facilitando), a vantagem quem tem é o cliente. O consumidor tem o poder”, diz.

Ou seja, não só acesso aos serviços, mas ao banco em si. É um projeto de inclusão também.

Pessoa jurídica

“Daqui para frente, a gente fica mais digital, mais auto responsável pelas escolhas que faz com nosso dinheiro e com as plataformas que usa para mexer o dinheiro”, lembra ele. E isso, segundo Gutierrez, gera um desafio para os bancos digitais: “É preciso construir cada vez mais produtos e serviços, porque, se a barreira de entrada e barreira de saída são fáceis, o cliente muda de banco muito fácil. E pessoa jurídica é a onda que está começando agora, com o mercado se abrindo bastante, com fintechs especializadas nisso. Hoje, já há oferta para MEI: o cliente abre muito simples no app, inclusive com maquininha”.

“Há também para pessoa jurídica média um atendimento através de consultores empresariais, ou seja, qualquer empreendedor que queira ter uma empresa, que vai atender outras empresas, (tem acesso) ao modelo nosso de consultor, que é o programa Conexão”, conta.

Olhar o microempreendedor individual é algo que os bancos tradicionais não faziam com a atenção devida. É importantíssimo não só economicamente, mas socialmente, como aponta Gutierrez: “O mercado não olhava o MEI como deveria, passou-se a olhar e hoje você tem opções de abertura de contas. E o principal objetivo para ter o MEI é que ele cresça. E para crescer ele precisa ter educação financeira, precisa cuidar do negócio”.

O banco digital na sua mão

A mudança de comportamento do consumidor foi muito rápida. Hoje, 60% dos clientes usam o celular para fazer suas operações bancárias, deixando o internet banking meio de lado. Os bancos digitais foram mais ágeis em perceber essa mudança: “O principal é que, se antes você tinha que ir ao banco para resolver (suas pendências), hoje o banco foi até você. E você tem a qualquer momento”, observa Gutierrez.

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