Juliano Custodio na Money Week: rebalanceamento é a chave para atravessar 2022

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Money Week

Juliano Custodio, CEO da EQI Investimentos e idealizador da Money Week, foi o segundo palestrante desta quinta-feira (13) na edição especial Cenários 2022.

E deu uma verdadeira aula sobre como o investidor deve se comportar em ano de “mar agitado”. “O ano de 2022 vai ser desafiador. Primeiro, por uma questão fiscal delicada no Brasil, por conta da Covid-19, que parece que não acaba nunca! Fora isso, teremos uma eleição com grande polarização política, o que vai tornar o ambiente muito desafiador”, pondera. Mas ele garante: não é preciso passar por tanto sufoco. Para isso, o investidor deve saber se posicionar corretamente. Como? Vamos explicar logo abaixo.

Money Week segue até amanhã

A Money Week Cenários 2022 segue até amanha, sexta-feira (14), e traz grandes nomes do mundo dos investimentos em um evento totalmente online e gratuito. Marcaram presença nesta edição Sérgio Moro, Michel Temer, Roberto D’Avila, Paul Krugman, Felipe Miranda, Ettore Marchetti, Carol Dias e Edgar Abreu.

Na sexta-feira (14), último dia de evento, será a vez de uma seleção de craques internacionais: Joseph Stiglitz, Thomas Piketty e Deirdre MacCloskey. E para fechar, análise de Alexandre Schwartsman. Não perca! Clique aqui e faça seu cadastro agora mesmo.

Juliano Custodio: rebalanceamento é o segredo para 2022

Investidor desde os 18 anos e à frente de uma assessoria de investimentos prestes a se tornar corretora, Juliano Custodio explica aos investidores iniciantes ou experimentes que o segredo para atravessar com relativa tranquilidade o ano agitado de 2022 será apostar no rebalanceamento de carteira.

“Você possui um perfil de investidor e uma carteira recomendada para este perfil. O cuidado é manter-se dentro da alocação sugerida”, ele ensina.

E explica a razão: “Nós temos a tendência de comprar mais, tomar mais risco, cada vez que as ações sobem. Conforme as ações sobem, você fica com um sentimento ruim de que não aproveitou e fala ‘poxa, eu sou o único que não está ficando multimilionário’. Mas é justamente o contrário que você deveria estar fazendo. Cada vez que a ação sobe, você deveria estar vendendo. E cada vez que cai, deveria estar comprando”, resume.

Ele ensina que, para um perfil mais agressivo, mais arrojado e mais sofisticado de investidor, a recomendação é ter cerca de 30% dos ativos em renda variável. No entanto, se a bolsa subir, esse porcentual da carteira aumenta. “Você, então, deveria vender para voltar aos 30% iniciais”, afirma.

O mesmo acontece se as ações caírem: “Se a bolsa cair 15%, você tem que colocar mais em ações, para manter os 30%. Essa técnica é super tradicional, muito antiga e não tem nada de novidade. Chama-se rebalanceamento. Mas é muito difícil de ser executada, porque mexe com nossa ganância”, pondera.

“Se eu posso dar uma dica para este ano é: faça rebalanceamento. Pelo menos a cada três meses, reavalie sua carteira e não fuja muito da alocação que você determinou lá no seu começo como investidor. Respeite o seu perfil”, recomenda Custodio.

Mais atenção à renda fixa

Outra dica de Juliano Custodio para 2022 é dar mais enfoque à renda fixa. “Se o Brasil conseguir segurar a inflação e isso refletir na curva de juros, este será um ótimo momento para o investidor da renda fixa”, ele indica, salientando que o Boletim Focus, do Banco Central, já vem captando essa expectativa, de queda da inflação.

“Atualmente, a maior parte dos seus investimentos deveria estar pós-fixado em Selic. Para ganhar com o aumento da taxa de juros, que ainda vai subir mais. Outra boa parte deveria estar atrelada à inflação”, ele ensina.

E ainda tem mais dicas: priorize os investimentos a longo prazo, estude sobre marcação a mercado para valer e ganhe dinheiro com isso! “Teremos janelas muito interessantes nos próximos 18 meses”, aponta.

Custodio também acredita que os fundos imobiliários também devem voltar a ter destaque a partir do meio do ano, então o investidor já pode olhar para eles desde já.