Money Week: educação financeira também é assunto para criança, ensina Edgar Abreu

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Money Week

Edgar Abreu, especialista em certificações financeiras, foi mais um dos convidados da quinta edição da Money Week, evento online e gratuito da EQI Investimentos, que segue até dia 29. O painel apresentado por ele discutiu “Educação Financeira para crianças: como os pais podem ajudar os filhos a lidar bem com o dinheiro”.

O tema ainda é recente no Brasil, mas de extrema importância, por tratar-se de educação básica. “Existe um problema estrutural no Brasil que não é resolvido na graduação, mas na base. Por isso a decisão de incluir educação financeira entre as disciplinas do ensino básico”, diz.

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Educação financeira: quando começar?

Pai de dois meninos gêmeos de 7 anos, Edgar conta que começou a educá-los financeiramente quando eles tinham 5 anos. “É preciso que a criança tenha noção de quantificação para ser iniciada na educação financeira. Antes disso, não funciona”, recomenda.

Educação financeira: mesada e “despesada”

Quanto à mesada, Edgar Abreu diz que ela pode servir tanto para educar quanto para deseducar.

“Quando você dá uma mesada, sem qualquer contrapartida, você está criando a criança para um ambiente que não vai existir no futuro. Ela não vai ganhar dinheiro de ninguém. Ela precisa ser educada para o mercado de trabalho, não para o assistencialismo”, afirma.

Seu conselho é juntar o conceito da mesada com a “despesada”, que seria um crédito de onde a criança verá ser debitados alguns de seus gastos supérfluos. A intenção final, ele diz, é ensinar os conceitos de crédito e débito.

“Eu defini R$ 100 de mesada para cada um dos meus dois filhos. A ‘despesada’ veio do consumo da assinatura de filmes e desenhos e da compra de jogos online. Eu percebi que, na média, cada um deles gastava R$ 40 com streaming e downloads. Esse valor mensal passou, então, a ser debitado da mesada. E não me interessa saber quanto vai sobrar, mas sim como eles estão fazendo a gestão”, ensina.

Educação financeira: contendo o ímpeto de consumir

No primeiro momento, ele conta, a reação das crianças foi levar a zero o consumo de filmes e jogos. Depois, as compras foram se ajustando. “A educação reside em mostrar as consequências de poupar ou não poupar”. E ele afirma que já são nítidas tanto a contenção do ímpeto de consumir quanto a felicidade em conseguir poupar.

Aprendizado baseado no exemplo

Mas para que tudo corra bem nesse aprendizado, Edgar Abreu lembra que é fundamental não apenas que a educação financeira esteja dentro da escola, mas também que os adultos que convivem com a criança em casa deem bons exemplos, tendo conhecimentos mínimos em finanças pessoais. “Mas não espere que seu filho tenha comportamento igual ao seu ou ao que você considera o ideal. As pessoas são diversas. No entanto, é nosso dever como educadores direcionar o conhecimento”, finaliza.

Clique aqui para conferir o painel da Money Week na íntegra.

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