Money Week: Edson Rigonatti explica como entrar no mundo das startups e do venture capital

Fernando Augusto Lopes
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Crédito: Reprodução / Money Week

Edson Rigonatti começou a vida profissional como músico, mas também adorava programar e desenvolver seus próprios jogos. O conhecimento de tecnologia o levou a começar a trabalhar na área de TI da rede de varejo da família. No início de 2008, ao lado de Laura Constantini, Edson fundou a Astella Investimentos, voltada para o mercado de venture capital brasileiro.

Rigonatti foi o entrevistado do segundo dia da Money Week, semana de palestras organizada pela Transformação Digital e pela EuQuero Investir!, que vai de 25 a 29 de novembro e cujo conteúdo pode ser acessado direta e gratuitamente neste link.

O assunto está em alta. O ano de 2019 foi muito para o crescimento das startups. Enquanto as empresas tradicionais seguraram os investimentos, as startups mantiveram o entusiasmo e o número de empresas iniciantes aumentou muito no país, com a ajuda do financiamento de capital de risco.

Apaixonadamente, Rigonatti fala sobre as diferenças entre startups e empresas tradicionais: “Tem duas características muito distintas. A primeira delas é que startup e venture capital são sempre sobre criar o futuro. A gente está sempre investindo naquelas coisas que quer que aconteça no mundo. A gente não tenta prever, mas sim criar essas coisas que gostaria de ver. Segundo, startups e venture capital são anti-correlacionados com macroeconomia. Na verdade, as melhores empresas do mundo nascem nos piores momentos macroeconômicos”. Da crise se faz a oportunidade: “o empreendedor não espera, ele vai atrás de grandes oportunidades”.

Venture capital, o grande salto

Os números de startups deu um salto muito grande no Brasil. “As pessoas enxergaram no empreendedorismo uma possibilidade muito mais atraente do que o mercado tradicional de trabalho”, analisa Rigonatti. “Tem muita oportunidade, tem dinheiro, está na moda. Além disso, os investidores, os fundos de fundos, quem investe nas diversas classes de ativos, enxerga nisso justamente uma possibilidade maior de ganho do que em outras classes de ativos — especialmente num momento em que a taxa de juros é decrescente, o que favorece a tomada de risco”, diz.

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Ele prossegue mostrando que as grandes oportunidades que estão surgindo não se encontram necessariamente no Vale do Silício, nos EUA. A diversificação surge em vários lugares, inclusive no Brasil: “Venture capital tem triplicado, quadruplicado ano a ano. Neste ano, o mercado deve investir aproximadamente US$ 2 bilhões em startups no Brasil. Ano passado foi US$ 1 bi e, dois anos atrás, US$ 300 milhões. É um momento de muito crescimento, com uma perspectiva de continuar nesse ritmo. Tem muito empreendedor aqui e o Brasil é um mercado consumidor de tecnologia. São Paulo é o maior mercado do Uber. Instagram e AirBnB: Brasil é o segundo maior mercado. E as empresas brasileiras começam a tomar o mercado internacional. A Hotmart é global a partir de Belo Horizonte; Resultados Digitais é global a partir de Floripa; Gympass, global a partir de São Paulo; então, tem empreendedor, tem mercado e tem dinheiro”.

Subindo o Himalaia

“Eu gosto de comparar (o ato de) criar uma grande empresa com subir o Himalaia”, segue Edson Rigonatti. “Se eu nunca fiz esporte e meto na cabeça que vou subir o Himalaia, eu posso? Pode, mas a chance é baixa. A chance de morrer é enorme. É a mesma coisa com a startup. Pode ser que alguém que nunca fez nada, que teve uma ideia brilhante, tenha sucesso, é possível, mas é muito difícil. O que a gente procura é gente que já subiu, já tentou subir, já aprendeu, saiba qual é a dinâmica da subida de uma grande montanha e daí ajudar o empreendedor a fazer essa jornada”.

Uma parte do processo de se empreender é errar, quebrar a cara: “mesmo nos Estados Unidos, as estatísticas indicam que um empreendedor só dá certo na terceira tentativa; faz parte do processo aprender, fazer, errar, voltar, começar de novo; e uma das configurações mais interessantes do momento que a gente vive é justamente que já há uma safra de quase dez anos de empreendedores que fizeram, deram certo, estão fazendo de novo, deram errado e estão tentando de novo. Isso torna a perspectiva para quem investe na classe muito mais significativo”.

Quem pode investir?

“Qualquer pessoa pode investir numa startup”, explica. “Um investimento inicial começa com R$ 50 mi, R$ 100 mil, montantes pequenos. Existem três maneiras de você estar exposto a esse tipo de oportunidade: um é o investimento direto, conhecendo o empreendedor ou numa plataforma de crowdfunding; a segunda é investir num fundo de venture capital, como a Astella, e são mais de trinta fundos hoje no Brasil; e a terceira é através de fundos de fundos, para distribuir fundos de venture capital que investem em startups”.

Mais do que isso, é uma questão de risco. Rigonatti deixa bem claro que é preciso ter “disponibilidade de recursos e tempo, porque, para você escolher uma empresa, tem de olhar para mil empreendimentos por ano, para fazer cinco investimentos”, como é no caso da estatística da própria Astella. “E a gente erra muito: 50% do que a gente investe dá errado”.

“O que se escuta no mercado é que as melhores práticas dizem para que não se aloque mais do que 5%, 7% do patrimônio na classe de venture capital, dado o risco que essa classe tem ao longo do tempo”, alerta.

É uma forma de investimento de altíssimo risco. Entretanto a perspectiva de ganho é enorme: “Em investimento direto, a gente tem que sonhar com 40, 50 vezes o capital; num fundo, olha-se de 3 a 10 vezes (o capital); e num fundo de fundos, de 3 a 5 vezes o investimento”.

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