Money Week discute previdência privada; vale a pena ter na carteira?

Bruno Bravo Duarte
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

Faltam cinco dias para começar a próxima Money Week, evento da EQI Investimentos que vai desvendar o mundo dos investimentos de maneira online e gratuita. Se você se interessa por previdência, pode fazer sua inscrição agora mesmo, clicando aqui, para assistir painéis com os maiores especialistas sobre o tema. Mas, por enquanto, nós adiantamos um pouco das informações. Confira.

Por dentro da previdência privada

A previdência privada tem sido a opção de muitos brasileiros, que estão preocupados com as novas regras da Reforma da Previdência, que dificultam ainda mais a aposentadoria da população. Esse tipo de investimento a médio e longo prazo é uma aposentadoria complementar e independente à previdência pública do INSS.

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Bancos e instituições financeiras oferecem planos para investidores que buscam um conforto maior na terceira idade. Ao adquirirem o pacote de benefícios, o trabalhador terá um valor mínimo para contribuir todo o mês e os seus recursos serão aplicados em um fundo de previdência.

Existem dois tipos de planos para quem quer investir na previdência privada. Os abertos são adquiridos por qualquer pessoa e contam com a regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Por sua vez, os fechados, também conhecidos como fundos de pensão, são exclusivos à empresas e entidades para funcionários e associados, nesse caso, a fiscalização fica à cargo da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).

O investidor recebe o auxílio de um gestor de carteira, que tem como objetivo orientar quais ativos devem ser comprados ou vendidos, além de indicar o momento certo para cada transação.

Assim como em um fundo de investimento comum, o resultado pode ser positivo ou negativo para o cliente. O período de investimento mensal é chamado de “acumulação” e o acesso ao montante, no final do investimento, é denominado “usufruto”.

Previdência: PGBL e VGBL

Os planos de previdência privada mais comuns são o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), sendo que a grande diferença entre estes é a declaração do Imposto de Renda.

O PGBL é o recomendado para pessoas com renda mais alta, já que o valor do plano é descontado no Imposto de Renda, desde que represente até 12% da renda bruta anual. Para ter acesso é necessária a declaração do Imposto de Renda usando o modelo completo.

O VGBL não pode ser abatido do Imposto de Renda, ao contrário do Plano Gerador de Benefício Livre. Essa opção é recomendada para pessoas com renda menor, que declaram o Imposto de Renda simplificado.

Os planos de previdência privada podem ser vitalícios ou por um período determinado. O investidor pode determinar os herdeiros que receberão a renda em um caso extremo, atrelando um PGBL ou VGBL a um plano de pecúlio por morte ou invalidez, assim como acontece com os seguros de vida.

Fundos de Previdência

Com uma ampla diversidade de investidores e para facilitar o trabalho de gestores, a Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) classifica os 23 tipos de fundos de previdência em 4 categorias.

Os fundos de Renda Baixa são aqueles que buscam retorno através de títulos públicos, CDBs e papéis emitidos no exterior e são classificados de acordo com o prazo médio dos ativos incluídos em carteira, com duração baixa, média, alta ou data alvo.

Esse tipo de investimento pode ser feito através de fundos de previdência soberano, quando 100% do patrimônio é aplicado em títulos públicos federais; pelo grau de investimento, quando cerca de 80% do patrimônio é aplicado em títulos de baixo risco de crédito; e através do crédito livre, quando o investimento é maior que 20% do patrimônio aplicado em ativos de médio ou alto risco.

Em busca de um retorno à longo prazo, os fundos de previdência balanceados, são aqueles que possuem o objetivo de investir em ativos como renda fixa, ações ou câmbio. Na prática, os investimentos são feitos em renda variável, por exemplo, fundos de renda à 15% podem destinar até 15% da carteira à renda variável.

Outra alternativa são os chamados fundos de previdência multimercados, que são os que possuem uma diversidade maior de aplicação.

Os fundos previdenciários multimercados juros e moedas, por exemplo, mantêm o investidor preso a ativos atrelados a juros e moedas estrangeiras, sem a possibilidade de aplicação em renda variável ou commodities. A melhor opção, neste tipo de aplicação, são os multimercados livres, que autoriza o investimento em qualquer classe de ativos.

E por último, os fundos em previdência de ações, que são aqueles, que contam com um investimento mínimo de 67% da carteira em ações e outros ativos, como cotas e bônus de subscrição. Esse tipo de investimento acompanha as variações do mercado acionário e os seus fundos ativos não precisam seguir nenhum padrão especial.

Vale lembrar que os melhores resultados de fundos de previdência são a longo prazo, quando o investidor irá resgatar o seu montante em duas ou três décadas.

Previdência: primeiros passos

Em relação aos custo básicos da previdência privada, eles são dois: a taxa de carregamento – em alguns casos isenta por bancos e instituições financeiras; e o valor descontado das contribuições do investidor no período chamado de acumulação.

Outro valor pago é a taxa de administração anual aplicada sobre o patrimônio mantido na carteira. Vale ressaltar que a previdência privada é um investimento a longo prazo e que esses recursos serão mantidos por muitos anos: uma taxa alta gera um impacto sobre a rentabilidade da carteira.

Em relação às tributações, o investidor irá contribuir com o Imposto de Renda ao resgatar o montante e para ter acesso ao que foi investido, existem dois caminhos que são definidos ao contratar um plano de previdência privada.

A tabela progressiva segue as mesmas regras aplicadas ao salários, pelas quais as alíquotas que são definidas com base na renda total do investidor variam de acordo com o valor recebido, ou seja, a alíquota de quem decide ter uma renda mensal de R$ 1 mil será menor que a taxa para uma renda de R$ 5 mil.

Já a tabela regressiva tem como objetivo estimular as aplicações no longo prazo, já que a tributação é menor em um tempo maior de investimento. Essa pode ser a melhor opção, já que o imposto pode chegar a 10%. Porém, é necessário uma avaliação, já que a alíquota pode ser maior se o investidor optar em resgatar o usufruto em um tempo menor.

Vale a pena investir na Previdência Privada?

A previdência privada é uma boa opção para o investidor que tem dificuldade em fazer um planejamento a longo prazo. No entanto, as taxas de administração podem ser elevadas e tomar parte dos ganhos.

Em um caso extremo, existe a possibilidade de portabilidade interna – isso é, para um outro plano na agência financeira, ou externa para um outro banco. Essa vantagem isenta o investidor de cobranças do Imposto de Renda ou outros custos.

Em relação às tributações, existem vantagens. Se a escolha for pelo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), o investidor terá o desconto na declaração de Imposto de Renda, o que, pode fazer uma enorme diferença caso o trabalhador tenha disciplina.

A tabela regressiva do leão, pago no resgate do montante é outro ponto positivo, já que, a alíquota de 10% para aplicações acima de dez anos é mais baixa em investimentos isentos de tributações.

Evite Riscos

Antes de investir, busque os documentos relacionados aos fundos de previdência, que são disponibilizados pelas instituições financeiras que irão fazer a gestão e distribuição das carteiras.

Um gestor idôneo irá te auxiliar em avaliações relacionadas ao desempenho passado das carteiras e é a escolha certa para um bom negócio.

Os planos de previdência podem ser uma boa ferramenta para investidores que estão com idades próximas à aposentadoria e para aqueles que possuem tolerância ao risco, já que os recursos são aplicados por um longo período, possibilitando uma recuperação até o resgate, caso, haja uma eventual perda.

Avaliar a instabilidade dos investimentos é essencial e antes de optar por esse tipo de investimento imaginar qual seria a sua reação diante dos valores das cotas, com superávit ou déficit ao longo dos dias é um bom exercício.

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