Money Week: como a evolução do digital transforma novos negócios

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Foto: money-week-25

Na segunda palestra desta quarta-feira (25), o CEO e fundador da Vtex, Mariano Gomide e o CEO da Ace Startups, Pedro Waengertner debateram a evolução da digitalização no Brasil. O tema da conversa foi “Venture capital: Novo unicórnio prova potência para ampliação de negócios digitais no Brasil”.

A apresentadora Fabiana Panachão e o CEO da EQI, Juliano Custódio conversaram com os empreendedores sobre os próximos unicórnios do país e como incentivar a criação de mais startups.

Money Week: trajetória da evolução digital

O empresário tem que reconhecer que o Brasil evoluiu muito nos últimos anos e mudar sua retórica”, afirmou Gomide. De acordo com ele, o cenário do mercado de inovação brasileiro será muito diferente em 10 anos.

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O CEO da Vtex acredita que, para que haja uma evolução constante do digital, é essencial mudar o mindset do empresariado. Para ele, entender a trajetória do país e reconhecer as conquistas de hoje é fundamental.

Segundo Gomide, no passado, a formação dos jovens visava o emprego na indústria; depois seguiu para a carreira jurídica; depois para o mercado financeiro e agora está no empreendedorismo. Mas, na sua opinião, “o empreendedor sem conhecimento não é nada”. “A próxima fase é o Brasil do alto grau de conhecimento.”

Ambos os palestrantes concordam que, 20 anos atrás, empreender era muito mais complicado. E hoje, apesar da crise sanitária e econômica, a criação de novos negócios está em aceleração. “Com juros real negativo, hoje há mais recursos para investir em tecnologia, como nunca antes ocorreu”, afirmou Gomide.

Os setores inovadores participam muito pouco da economia, mas em poucos anos devem compor parte significativa de nosso PIB. Hoje há muita gente empreendendo e mais capital disponível“, disse Pedro Waengertner.

Incentivos para novos talentos

Para Gomide, “hoje a ‘educação para digital’ é o novo inglês na formação do jovem”. Os palestrantes acreditam que a busca de novos talentos para desenvolver o mercado de inovação e tecnologia no Brasil deve começar cedo, nas universidades.

A criação de talentos brasileiros no mercado de inovação é muito grande, mas ainda existe grande dificuldade em mantê-los aqui. Gomide afirma que, mudando a história do empreendedorismo do país, é possível segurar os novos talentos aqui, por meio inclusive da melhor remuneração e transformação da cultura das empresas. Conforme o empresário, “já existem no Brasil os próximos 50 unicórnios“.

Entretanto, é preciso dar a mesma qualidade de vida que ele teria lá fora. Ou seja, a empresa precisa de capital e precisa ser globalizada. Além disso, Mariano Gomide acredita que, para atrair esses jovens, é necessário também dar um propósito para que ele consiga se inspirar para criar mais. E ainda: “É preciso adaptar a empresa ao jovem, não o contrário”, completou.

Waengertner também falou que empreendedores e investidores – tanto os de hoje como os jovens que estão trilhando o caminho – precisam entender que há espaço para a criação de novos negócios no Brasil. “Há ainda muito a ser explorado. Onde tem ineficiência há espaço para entrar. Nesse aspecto, nós ainda nem arranhamos a superfície do que se poderia fazer“, resumiu.

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