Na Money Week, André Bacci analisa os fundos imobiliários: “Simples de entender”

Fernando Augusto Lopes
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Crédito: Reprodução / Money Week

André Bacci é o que se pode chamar de investidor profissional. Ele é entusiasta de renda variável no geral e de fundos imobiliários em particular. Hoje, vive dos rendimentos de investimentos em bolsa, mas nem sempre foi assim: “Eu era assalariado, como todo mundo. O dinheiro sobrou, comecei a investir”. Com disciplina, paciência e bastante estudo, ele mostra que isso é possível.

Bacci foi entrevistado no quarto dia da Money Week, rodada de entrevistas organizada pela Transformação Digital e pela EuQueroInvestir!, que vai de 25 a 29 de novembro, com conteúdo totalmente gratuito disponível neste link.

Fundo Imobiliário

André começa sua entrevista deixando bem claro que fundo imobiliário “está na Bolsa”, não é renda fixa, “é renda variável duas vezes: o preço muda, a gente não sabe o preço de amanhã e a renda do aluguel, que é relativamente estável, ela também muda, não tem nada de fixo do que sai do fundo imobiliário. Mas montando uma carteira bem diversificada, com vários fundos que podem mudar preço um pouco, mudar de rendimento um pouco todo mês, você vai ter uma média e isso funciona maravilhosamente bem”.

“Fundo imobiliário é muito simples”, diz André. “É um ‘CNPJ casquinha’. É uma empresa cujo objetivo social dela é ter imóveis ou ativos imobiliários. Ela está na Bolsa de Valores, dividida em pedacinhos bem pequeninos que são negociados. Está na lei dos fundos imobiliários que a bolsa tem que distribuir 95% do resultado-caixa. Então, qual é a lógica? Todo mês o dinheiro entra, tira-se um pouco, 5%, para cobrir despesas, e todo o resto é distribuído paras as pessoas que têm as cotas. A imensa maioria deles paga rendimentos mensais. Um bom exemplo (de fundos imobiliários) são shoppings centers, além de hotéis e edifícios empresariais”.

Além da aparentemente simplicidade, os rendimentos de fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda. “O que você recebe é limpinho”, diz André.

Diferença para o aluguel tradicional

André explica de forma bem simples e didática por que é melhor investir em fundos imobiliários e receber seu rendimento mensal, como “um aluguel”, do que de fato ter imóveis e receber aluguéis.

“Você precisa investir R$ 300 mil numa casinha, dependendo da cidade. Você vai alugar uma casa para alugar para uma pessoa física, pagar imposto e tendo que resolver questões. Com R$ 100, você consegue comprar uma cota de um fundo na Bolsa, de vinte ou trinta imóveis com mais de uma centena de inquilinos. Se um dos inquilinos der problema, isso não te afeta quase nada. Já se sua casinha (a de R$ 300 mil) ficar meses sem inquilino, o prejuízo é terrível”.

Tudo o que acontece no fundo imobiliário tem um administrador que cuida dos problemas. “Você fica sabendo por meio de um relatório mensal”, conta André, com toda sua tranquilidade.

Futuro dos fundos

“Selic para baixo, fundos imobiliários para cima”, brinca André. Nesse cenário, “emissões de fundos imobiliários novos acontecem, fundos que já existem aumentam de tamanho. A gente tá vendo acontecer agora essa mercado crescer e com os juros continuando baixos, a gente vai ver a continuidade desse crescimento. Em 2008, eram cinco mil investidores. Hoje, são quase meio milhão de brasileiros em fundos imobiliários. A cada três brasileiros na Bolsa, um tá em fundos imobiliários. É um mercado que tende a se popularizar ainda mais”, aposta.

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