Money Week: Aline Cardoso e Guilherme Loureiro falam sobre oportunidades em renda variável

Fernando Augusto Lopes
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Crédito: Reprodução / Money Week

No segundo dia da Money Week, a jornalista Fabiana Panachão recebeu Guilherme Loureiro e Aline Cardoso, respectivamente economista-chefe e analista de renda variável da Trafalgar Investimentos, para uma conversa sobre as oportunidades atuais no mercado.

A Money Week é uma semana de palestras e entrevistas organizada pela Transformação Digital e pela EuQueroInvestir!, que vai de 25 a 29 de novembro, com acesso gratuito ao conteúdo neste link.

Ambos os entrevistados estão bastante otimistas com o cenário atual no Brasil. Guilherme afirma que há “dois vetores em curso na economia brasileira que são bem relevantes, quando se pensa em recuperação econômica, um cíclico e um estrutural. Do ponto de vista cíclico, uma inflação baixa, uma taxa de juros baixa e uma expectativa para crescimento. Hoje, comparado com outros países emergentes, o Brasil é disparado o que terá maior ciclo de recuperação econômica. Normalmente, nessa fase do ciclo, é uma recuperação puxada por investimentos e por bens de consumo duráveis, principalmente bens associados a crédito”.

Nas mudanças estruturais, Guilherme aponta que o país “está atacando a questão fiscal de forma mais enfática. Isso dá mais previsibilidade, tirando incerteza do futuro. Atacar a questão fiscal é atacar o cerne do problema do juros alto e do baixo crescimento no país”.

Aline concorda: “hoje, a gente está muito mais animado com o Brasil do que com o resto do mundo. A preferência é por empresas que a gente chama de cíclicos domésticos – setor de varejo, setor de consumo, setor de concessões, de energia elétrica; e a gente gosta menos dos setores ligados ao cenário externo, commodities especialmente, siderurgia e mineração”.

Indicadores e riscos

O otimismo vem dos indicadores analisados, como o “PIB do segundo trimestre (que) já veio favorável e para o terceiro e quarto trimestre também estão bem favoráveis. Mas mais importante do que isso é o indicador de condições financeiras, que antecede a atividade em cinco, seis meses, mais ou menos. Aí, entram indicadores de renda variável, crédito, e a gente tá vendo uma recuperação forte, que permite visualizar melhoras para o começo do ano que vem”.

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Aline Cardoso pondera: “a gente tá vendo a recuperação gradual da atividade, mas por outro lado não implica que as empresas tenham crescimento de lucro acelerado. Durante a crise, as empresas listadas, as sobreviventes, cortaram muito custo, melhoraram processos, e isso, agora com um pouquinho de retomada de crescimento, gera o que a gente chama de alavancagem operacional, ou seja, com um pouco de crescimento de receita você tem um ganho de margem muito expressivo e um aumento de lucro mais acelerado ainda. Então, com a queda do juros, o investidor vai ter que assumir mais risco para ter rentabilidade e esse risco pode vir de diversas maneiras”.

Recuperação

Quando se fala em recuperação, vale lembrar que estamos lidando com percalços desde 2016 e a taxa de desemprego ainda é muito alta. “O fato é que mesmo assim o otimismo é grande dos investidores”, diz Guilherme. “A recuperação ainda não aconteceu porque existia muita incerteza (por causa das reformas). Outra coisa: o padrão de investimento no Brasil está mudando. Historicamente, a gente sempre viu um fluxo de investimento em renda variável e títulos públicos, que hoje não estão mais tão atrativos. Investimento direto passa a ter mais importância”, afirma.

O economista ainda faz uma análise global para justificar o otimismo no nosso país: “no Brasil, estamos no começo do ciclo, o que é muito favorável. Entretanto, o mundo desenvolvido está muito próximo do final do ciclo. Alguns padrões que a gente observa mostram isso. Alguns indicadores cíclicos apontando para uma queda”, o que pode levar os Estados Unidos a uma recessão nos próximos doze, dezoito meses”. “O investidor precisa ficar atento à velocidade da expansão da economia global”, completa.

Por isso, Aline dá a receita-padrão para quem quer garantir uma certa precaução: “é sempre importante diversificar. Aquela máxima: não coloque todos os ovos numa mesma cesta”.

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Se considera um investidor conservador? Então você está em risco de extinção!

O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

Italian Trulli

A nova equipe econômica está incentivando novos investimentos no país, e com isso já não é mais possível ganhar dinheiro confortavelmente na poupança e em CDBs comuns. Por isso, estamos declarando a Extinção do Investidor Conservador.

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