Ministro da Saúde diz ser contra a quebra de patentes das vacinas

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quinta-feira (6) durante depoimento à CPI da Covid-19 no Senado, segundo a Broadcast, que é contra a quebra de patentes de vacinas contra a covid-19.

O ministro disse temer que o Brasil “não tem condições de produzir as vacinas”, mesmo com a suspensão dos direitos de propriedade intelectual.

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“Como nosso programa está calcado em vacinas como a Pfizer e Janssen, isso pode interferir negativamente no aporte de vacinas para o Programa Nacional de Imunização. Claro que isso é uma opinião inicial. Vi que o presidente Biden se manifestou. Isso carece de análise mais detida”, afirmou Queiroga.

Segundo mencionou, o governo publicou por meio do Diário Oficial da União (DOU) dispensa de licitação para a compra de 100 milhões de doses da Pfizer.

Teoria de imunidade de rebanho

Em audiência pública nesta tarde, Queiroga reforçou ser contra a teoria de imunidade de rebanho por meio da contaminação massiva e destacou que toda aglomeração deve ser coibida.

Questionado sobre as ações do presidente Jair Bolsonaro que causam o ajuntamento de pessoas, Queiroga evitou mencionar diretamente o chefe do Executivo: “toda aglomeração deve ser dissuadida, independente de quem faça”.

De acordo com o ministro, a saída da crise sanitária deve ser por meio da vacinação.

Tratamento precoce

Conforme narrou, segundo a Broadcast, Queiroga disse ter presenciado o presidente falar em tratamento precoce em uma única oportunidade.

Medicamentos como a cloroquina, sem eficácia comprovada contra a covid-19, são defendidos pelo presidente e governistas como alternativa às medidas profiláticas.

Pfizer é contra

O presidente da Pfizer, Albert Bourla, disse nesta quinta-feira(6), segundo a UOL, que rejeita a proposta apoiada pelos Estados Unidos de suspender temporariamente as patentes das vacinas para covid-19, mas sugeriu acelerar a produção nas fábricas existentes.

Em entrevista à AFP, Bourla disse que sua empresa, que desenvolveu uma vacina junto com a alemã BioNTech, “não é nada” favorável ao apelo americano para suspender as patentes que protegem o medicamento contra a covid-19.

Apoio americano

O governo dos Estados Unidos chocou o mundo na quarta (6) ao anunciar que apoiaria o levantamento de patentes de vacinas anticovid e recebeu imediatamente o apoio entusiasmado da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta mesma quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE está “pronta para discutir” formas de garantir que as vacinas cheguem rapidamente a todos os cantos do mundo.

“A UE está pronta para falar sobre qualquer proposta que responda à crise de forma eficaz e pragmática. É por isso que estamos prontos para falar sobre como o levantamento da propriedade intelectual pode ajudar a atingir esse objetivo”, disse o governante.

Até agora, a UE manteve-se firmemente contra os apelos à suspensão temporária de patentes de vacinas para acelerar as campanhas de imunização contra a covid-19.

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