Primeiro Ministro do Reino Unido, Boris Johnson, está a caminho da vitória

Weslley Almerindo
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Renova Mídia

Boris Johnson, primeiro ministro britânico, está a caminho de conquistar a maioria de 68 no parlamento, nas eleições  de 12 de dezembro, de acordo com o YouGov, que previu com precisão as eleições de 2017.

Johnson e sua situação política

Primeiramente, Johnson prometeu entregar o Brexit até o dia 31 de janeiro se vencer as eleições. Desse modo, essa promessa vem após quase 4 anos de crise política no país.

Assim sendo, desde 2017 o Reino Unido vem tentando se desmembrar da União Europeia. 

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Com isso, vem a expressão Brexit (british exit), que é a forma mais comum de se referir a saída do Reino Unido da UE.

Nessa perspectiva, seu partido conservador pode ganhar 359 cadeiras entre as 650 totais, antes 317 nas eleições de 2017.

Sendo assim, essa seria a maior vitória do partido desde Margaret Thatcher em 1987, de acordo com o modelo do YouGov.

“Nossa primeira projeção de modelo de MRP para eleição de 2019 sugere que desta vez os conservadores devem ter maioria”, diz Anthony Wells, diretor de pesquisa política e social do YouGov.

“A mudança para o partido conservador é ainda maior nas áreas que votaram para sair em 2016. Em soma, a maior parte dos ganhos para os conservadores está projetada na área urbana do norte e oeste de Midlands. Além disso, as antigas sedes de mineração no leste de Midlands também trará ganhos”, completa.

Em acréscimo, o Partido Trabalhista do Reino Unido está no caminho certo para garantir 211 assentos, abaixo dos antigos 262 que detinha, segundo o modelo. 

Somado a isso, o partido SNP estava com 43, o Lib Dems em 13 e o Partido Brexit sem nenhum assento.

Por fim, somente com os rumores da pesquisa que circularam mais cedo, a moeda inglesa aumentou.

Assim, a moeda subiu meio centavo em minutos para atingir a alta de um dia em US$ 1,2948, logo quando a pesquisa foi publicada.

Rumo ao Brexit

Inicialmente, vale reforçar o que é o Brexit. 

Dessa forma, “Britsh Exit” ou “saída britânica”, em tradução literal, é a forma mais comum de se referir a saída do Reino Unido da União Europeia.

Diante disso, o modelo do YouGov tem projeções muito bem montadas sobre isso.

Desse modo, ele reúne dados de mais de 100 mil entrevistas ao longo de sete dias, juntamente com dados demográficos, circunstâncias do grupo constituinte e estatísticas nacionais para elaborar uma projeção.

Nesse sentido, essas informações mostram que a eleição é perdida por Johnson.

Seguindo o modelo, os conservadores de Johnson ganhariam 47 assentos – 44 deles do Partido Trabalhista, dois dos liberais democratas e um da antiga sede do Presidente. 

Em soma, os trabalhadores estão a caminho de não pegar novos assentos.

“A maioria dos assentos que trocam de mãos são aqueles que o Partido Trabalhista ganhou em 2017 e agora estão sendo ocupado pelos conservadores”, disse YouGov.

“O que acontece nesses círculos eleitorais é a dinâmica mais importante para decidir se Boris Johnson tem maioria e qual o tamanho final dela”, completa.

Além disso, o Partido Brexit está prejudicando mais os conservadores do que os trabalhistas, segundo o modelo.

Nessa perspectiva, os independentes (candidatos sem partido) estão tendo dificuldades em conseguir assentos.

Contudo, o modelo não aponta para o Secretário de Relações Exteriores Dominic Raab ou Johnson correndo risco de perder seus assentos.

YouGov: margens de erro e resultados passados

As margens de erro do modelo colocam a projeção dos conservadores entre 328 e 285, disse o YouGov.

Ademais, o YouGov acrescentou que ainda há tempo para as pessoas mudarem de ideia antes do dia 12 de dezembro – a primeira eleição de natal em quase um século.

Quanto ao passado, no final de maio de 2017, pouco mais de uma semana antes das eleições de 8 de junho, o YouGov usou o modelo para projetar que a primeira-ministra Theresa May perderia a sua maioria.

Dessa forma, o modelo,  desenvolvido por Ben Lauderdale, da London School of Economics, e Doug Rivers, da Universidade de Stanford, era preciso: May perdeu a maioria, um fracasso que complicou o Brexit e acabou destruindo sua liderança.

Leia na íntegra: UK PM Boris Johnson on course to win parliamentary majority