Ministro do Turismo quer debate para viabilizar liberação de cassinos no Brasil

Paulo Amaral
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Crédito: Agência Brasil

Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo, reacendeu nesta semana um assunto que já causou discussões quentíssimas no âmbito político e econômico do País: a liberação de cassinos em território brasileiro.

Em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, o ministro defendeu que o debate sobre o tema seja levado ao Congresso em um futuro próximo.

“É inevitável que o tema seja discutido nos próximos meses no País. Hoje, 93% dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) já têm cassinos integrados a resorts. Isso já é uma realidade”, argumentou Marcelo.

Para embasar sua teoria favorável à liberação dos chamados “jogos de azar”, o ministro também recorreu ao benefício que uma eventual Medida Provisória poderia gerar para o desenvolvimento do turismo no País.

Segundo Marcelo, o Brasil recebe anualmente cerca de 6,6 milhões de turistas, mas o número poderia triplicar, chegando perto dos 20 milhões, caso os cassinos fossem liberados.

O ministro não se negou a responder questões sobre um possível aumento de crimes atrelados a essa medida, como lavagem de dinheiro. “Gostaria de envolver a Polícia Federal e a Receita Federal para apresentamos um projeto desmistificando muitas situações que não condizem com a verdade, como evasão de divisas e lavagem de dinheiro”.

Cartas na mesa

Há, no momento, um relatório que foi apresentado em 2016 pronto para votação em plenário. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anexou duas propostas ao texto (uma delas defendendo a existência dos cassinos somente em resorts) e está propenso a apoiar a medida.

Segundo o Estado de S.Paulo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que precisa, antes de expor ou negar apoio, consultar a bancada evangélica do governo.

Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, defende a autorização dos jogos de azar, mas com uma condição: que apenas estrangeiros sejam liberados para apostar.