STF derruba sigilo de vídeo de reunião ministerial; veja reação da bolsa

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Divulgação / Palácio do Planalto

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta (22) derrubar o sigilo parcial da gravação audiovisual da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril.

Pela decisão, somente a parte da reunião que envolveu discussões sobre outros países não será divulgada.

O ministro é relator do inquérito sobre a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF).

A divulgação do vídeo causou impacto no Ibovespa, que operou em queda de 1,03%, a 82.173 pontos. O dólar  fechou o dia em leve queda de 0,16%, indo a R$ 5,57.

Os índices futuros melhoraram e seguem em bom humor: Ibovespa Futuro com alta de 0,61% e Dólar futuro com baixa de 0,40%.

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Questão da interferência

A reunião foi citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro durante depoimento prestado à PF, no início do mês, como suposta prova da interferência.

Na semana passada, antes da decisão do ministro Celso de Mello, o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu no STF a divulgação somente das falas do presidente relacionadas com a investigação.

No parecer, Aras afirmou que a divulgação da íntegra da reunião ministerial contraria regras e princípios constitucionais de investigação.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) também defendeu divulgação de todas as falas do presidente, mas pediu que o sigilo seja mantido no caso de falas de outras autoridades que estavam presentes sobre “nações amigas” e comentários “potencialmente sensíveis” do ministro das Relações Exteriores e da Autoridade Monetária (Banco Central).

A defesa de Moro também enviou sua manifestação e defendeu a divulgação da reunião na íntegra.

Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.

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*Com Agência Brasil