Ministro diz que Argentina quer pagar dívidas, mas não tem dinheiro

Paulo Amaral
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Crédito: Wikipedia

Martín Guzmán, ministro da Economia da Argentina, adotou a sinceridade como chave em seu discurso quando questionado sobre os US$ 100 bilhões em dívidas do país, US$ 44 bi apenas ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em entrevista para a Reuters, Guzmán afirmou que a Argentina quer pagar suas dívidas, mas não tem dinheiro para saldar os compromissos.

Por conta disso, o político espera que as negociações com o FMI avancem “sem as políticas de austeridade” utilizadas pela instituição.

“Não há nada pior para um país em recessão do que a austeridade”, disparou. “Terá que haver uma profunda reestruturação da dívida e está claro que haverá frustração por parte dos detentores de títulos”, complementou Guzmán.

O ministro explicou que o governo argentino não tentará reduzir o déficit fiscal em 2020 e que não pagará a “carga insustentável” da dívida herdada do antecessor, Maurício Macri.

Segundo ele, há um “entendimento mútuo crescente” com a cúpula do FMI sobre a reestruturação da dívida e os caminhos para lidar com o problema.

Credores temerosos

Se o governo argentino alega estar em entendimento crescente com o FMI para reestruturar a dívida do país, o sentimento dos demais credores do governo é bem distinto.

Em nota, o JP Morgan informou que a demanda por ativos locais permanece baixa em meio às discussões em andamento sobre a reestruturação da dívida.

O governo argentino adiou um pagamento de US$ 1,47 bilhão do título AF20, que teria que ser feito nesta quinta-feira, até 30 de setembro.

 


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