Ministro da Infraestrutura espera por venda de 43 aeroportos até 2021

Paulo Amaral
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Foto: Foto : Divulgação/Instituto Nacional de Altos Estudos

Tarcísio de Freitas, Ministro da Infraestrutura, está confiante em ver o Brasil “arrebentar” na venda de aeroportos para o setor privado, apesar do setor estar em baixa.

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Durante live promovida pelo Santander nesta segunda-feira (25), Freitas ignorou os efeitos da pandemia de coronavírus na aviação civil e apostou alto.

“Nós vamos arrebentar na venda de aeroportos”, cravou. “Vamos vender e vamos vender muito. vamos vender os 43 aeroportos”, completou.

Na visão do Ministro da Infraestrutura, o setor “vai retomar” e, por isso, agora é hora de mostrar “ousadia”.

“Por uma questão de ousadia, uma vez que todo mundo está tirando aeroporto da praça. O setor vai retomar…Talvez seja setor mais atingido, mas vamos vir com protocolos de segurança e, aos poucos, o movimento será retomado”, projetou.

Leilões

Tarcísio de Freitas revelou que esperava ver os leilões dos 43 aeroportos realizados ainda em 2020, mas, diante da pandemia e dos pedidos dos investidores para estudar os ativos, a previsão é que ocorram a partir de março de 2021.

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De acordo com Freitas, o governo não vai mais exigir do operador aeroportuário a participação no capital social da concessionária para as próximas transferências, aumentando os atrativos para os próximos leilões.

A 6ª rodada de leilões deve contar com 22 aeroportos. Os números finais da 7ª rodada ainda estão sendo fechados, já que há possibilidade de alguns aeroportos pequenos serem assumidos pelos Estados.

De acordo com o Estadão Conteúdo, a última rodada de concessões está prevista para acontecer até o fim de 2022.

Essa cartela terá muitas atrações, como os aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo.

Pró-Brasil e ambiente favorável

Tarcísio de Freitas mostrou confiança em vender os 43 aeroportos principalmente pelo apoio que sentiu do Governo, que recentemente divulgou as diretrizes do plano Pró-Brasil, que prevê até R$ 30 bilhões de investimentos em projetos de infraestrutura.

“Existe um ambiente favorável…Tem sensibilidade do judiciário à questão, o Tribunal de Contas (TCU) tem ajudado. O Congresso quer ajudar também”, comentou.

“Vamos construir essa agenda e verificar que pontos da legislação podem ser alterados para trazer alívio ao setor privado”, concluiu o Ministro da Infraestrutura.

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