Ministro da Educação afirma com ironia que China sairá mais forte da pandemia

Rebeca Torres
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Crédito: Pedro França / Agência Senado

O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez uma publicação um tanto quanto sarcástica contra a China ao insinuar que o país sairá mais “forte” da pandemia, de acordo com reportagem do portal de notícias Terra.

”Quem são os aliados no Brasil do plano infalível do Cebolinha (personagem criado por Maurício de Souza), para dominar o mundo?”, ironizou. Em seu post, o ministro utiliza de uma imagem dos personagens da Turma da Mônica ambientada na Muralha da China e, substituindo a letra “R” pela letra “l”, em referência ao modo de falar do personagem, insinuando que trata-se dos chineses.

“Geopoliticamente, quem podeLá sair, foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia ser o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominar o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?, twittou.

Duas semanas atrás, o governo iniciou uma crise diplomática com a China, depois que o deputado Federal Eduardo Bolsonaro divulgou um tuíte acusando a China de ter omitido informações sobre o início da pandemia do coronavírus.

”A culpa é da China e liberdade seria a solução”, escreveu o deputado.

Embaixador da China se manifesta

Contrariado, o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, respondeu os insultos de Eduardo Bolsonaro na ocasião, exigindo que suas declarações fossem tiradas do ar imediatamente e feito um pedido de desculpas formais ao povo chinês. A página da Embaixada da China no Brasil também exigiu explicações. E tudo começou, quando um tuíte publicado anteriormente afirmava que Eduardo, ao retornar dos EUA, contraiu um “vírus mental” que estava minando com a amizade entre os dois países.

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o vice-presidente do Senado, Antônio Anastasia (PSDB-MG) também pediram desculpas ao país asiático. Já o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, saiu em defesa de Eduardo, dizendo que a posição do deputado não reflete a do povo brasileiro. Declarando ainda que a reação de Wanming foi “desproporcional”, ferindo a “boa prática diplomática”, e que estava aguardando uma explicação por parte do embaixador da China.

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