Ministro da Economia da Argentina e chefe do FMI devem se encontrar em seminário no Vaticano

Paulo Amaral
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Crédito: Twitter

Martin Guzmán, ministro da economia da Argentina, e Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), devem se encontrar durante um seminário que será realizado no Vaticano no próximo dia 5 de fevereiro.

De acordo com uma publicação da Pontifícia Academia de Ciências Sociais postada nesta quinta-feira (16), os dois estão listados como oradores do seminário Novas Formas de Solidariedade para a Inclusão, Integração e Inovação Fraternas.

Guzmán foi colocado como responsável pelo recém-eleito presidente Alberto Fernández para renegociar as dívidas do país junto ao FMI.

A Argentina tem um empréstimo de US$ 57 bilhões para pagar ao Fundo e o encontro no Vaticano em fevereiro pode ser mais um passo à frente na caminhada para recolocar o país no trilho do equilíbrio econômico.

Inflação recorde

De acordo com dados divulgados nesta semana pelo Instituto de Estatísticas Indec, o país fechou 2019 com 53,8% de inflação, índice que não era estabelecido desde 1991.

Os índices do ano passado, último de Maurício Macri no poder, superaram os de 2018, ano que foi fechado com inflação de 47,6%.

A alta do custo de vida em dezembro, de 3,7%, contribuiu para o avanço da inflação e a quebra de uma marca negativa histórica, que há décadas não era alcançada.

O Indec informou ainda que os setores que mais contribuíram para a inflação acima dos 50% na Argentina foram, pela ordem, o de Saúde (72,1%), Comunicação (63,9%), Equipamentos e Manutenção do Lar (63,7%), Alimentos e Bebidas não Alcoólicas (56,8%).

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