Ministério da Economia revisa inflação para cima em dia de Copom

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Em dia de reunião do Copom, o Ministério da Economia revisou para cima sua projeção para inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021.

A expectativa para inflação neste ano saiu de 3,23% para 4,42%. O principal responsável pela elevação da projeção foi o preço dos alimentos. Todavia, as expectativas a partir de 2022 apontam convergência da inflação para o centro da meta.

Para o ano que vem, a projeção é de 3,50%.

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As estimativas foram elaboradas pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve ficar em 4,27% em 2020, ante os 3,20% projetados em novembro, de acordo com a SPE. Para o próximo ano, a estimativa é 3,50%.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), deve encerrar 2021 em 5,06%, ante 4,38% estimados em novembro. Para 2022, a estimativa é de 3,57%.

PIB

O PIB, em 2020, apresentou recuo de 4,1%. Apesar da queda, conforme o boletim, as ações do governo no combate à pandemia reverteram parcialmente as expectativas negativas para 2020, alcançando, assim, um resultado bem melhor do que o projetado por alguns organismos internacionais e o mercado após choque da pandemia.

Enquanto isso, a pasta manteve sua projeção para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 em alta de 3,2%. Para 2022, a estimativa é de crescimento de 2,5%.

O Ministério da Economia estima retração 0,35% no PIB do primeiro trimestre em comparação com o trimestre anterior, ante –0,80% estimados pelo mercado na pesquisa Focus.

Já a estimativa para a indústria é crescimento de 1,86%. Para os serviços, contração de 0,86%. Em impostos, alta de 0,47%.

Para 2022-2024, a projeção de aumento da atividade se manteve em 2,5% ao ano.