Ministério da Economia reduz previsão de queda do PIB para 4,50%

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Marcello Casal Jr

O Ministério da Economia reduziu a previsão de queda do PIB para 2020. A projeção agora é de um recuo da atividade econômica de 4,50%, contra 4,70% da previsão anterior. Para 2021, a pasta manteve a expectativa de crescimento de 3,2%.

A revisão se deve, segundo o ministério, aos dados de recuperação da indústria e do varejo. Pesquisas do IBGE mostram que esses dois setores atingiram patamares equivalentes ao período pré-pandemia do coronavírus. O setor de serviços não acompanhou esse movimento, mas apresenta retomada também.

Para 2022, o governo ainda manteve a estimativa de alta de 2,50%, os mesmos porcentuais esperados para 2023 e 2024.

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IPCA

O boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) divulgado nesta terça-feira (17) também elevou de forma expressiva a expectativa para a inflação oficial do país, o IPCA. A projeção é de uma alta de 3,13%, contra 1,83% projetados em setembro. Para 2021 o governo espera igualmente uma inflação maior. Antes era 2,94% e agora está em 3,23%.

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Segundo boletim, novamente, o principal responsável pela elevação da projeção é o preço dos alimentos. Dentro do IPCA, a taxa acumulada em 12 meses do grupo Alimentação no Domicílio alcançou 18,41% em outubro, bem acima dos demais setores. A meta de inflação do governo para o ano é de 4%.

O Boletim Focus do Banco Central dessa semana mostrou que o mercado financeiro trabalha com  expectativa de recuo de 4,66% do PIB em 2020 e de avanço de 3,31 em 2021. Para o IPCA, a expectativa é de um avanço de 3,25% em 2020 e 3,22% em 2021.

De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, o setor de serviços deve impulsionar a economia no próximo ano. Em coletiva de imprensa para detalhar o boletim, ele também afirmou que o estudos do ministério apontam que há baixa probabilidade de o país enfrentar uma segunda onda de Covid e acredita que a agenda de privatizações deve andar no próximo ano.

 

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