Ministério da Economia prevê déficit primário de R$ 787,4 mi em 2020

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

O terceiro relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Ministério da Economia mostrou uma previsão de receita primária em 2020 de R$ 1,456 trilhão, o que representa uma queda de R$ 21 bilhões em relação à previsão do bimestre anterior.

Ao mesmo tempo, a projeção para as despesas aumentou R$ 229,3 milhões e somou R$ 1,982 trilhão.

Assim, o resultado primário do governo central esperado pelo Ministério da Economia para esse ano é de um déficit de R$ 787,4 milhões, frente a R$ 540,5 milhões previstos no último relatório, de maio.

Conheça planilha que irá te ajudar em análises para escolha do melhor Fundo Imobiliário em 2021

Despesas

As despesas obrigatórias do governo central ficarão em R$ 1,867 trilhão, de acordo com o relatório, enquanto as despesas discricionárias do Poder Executivo ficarão em R$ 115,0 milhões.

Entre as despesas obrigatórias, os gastos com benefícios previdenciários representam a maior parcela, de R$ 677,1 milhões. Mas ficaram abaixo do documento anterior, em decorrência, segundo o governo, do fluxo de caixa verificado ao final dos primeiros seis meses do ano.

Na sequência vêm os créditos extraordinários, que devem somar R$ 392,42 milhões, um aumento expressivo em relação ao estudo anterior, quando tinham sido de R$ 220,8 milhões. Deste total, a maior parte deve ser destinada ao auxílio emergencial em razão da pandemia de coronavírus.

 

déficit primário

Em seguida, entre as despesas obrigatórias, estão os gastos com pessoal e encargos sociais, que devem chegar a R$ 324,79 milhões.

Com exceção dos gastos extraordinários, dos impactos causados pelo FIES, dos benefícios de prestação continuada e outros desembolsos obrigatórios, todas as despesas previstas para esse ano recuaram em relação ao relatório anterior.

Da mesma forma, pelo lado das receitas, o Ministério da Economia reviu para baixo todas as receitas. Apenas os ganhos com concessões e permissões foram ajustado para cima, somando R$ 4,748 bilhões, um acréscimo de R$ 448,5 milhões.