Ministério da Economia prevê déficit primário de R$ 787,4 mi em 2020

Robson Plate de Oliveira
Produtor de conteúdo e economista formado pela PUC-RS, com mestrado em gestão de negócios e especialização em Product Management of IOT pela Stanford University CA.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O terceiro relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Ministério da Economia mostrou uma previsão de receita primária em 2020 de R$ 1,456 trilhão, o que representa uma queda de R$ 21 bilhões em relação à previsão do bimestre anterior.

Ao mesmo tempo, a projeção para as despesas aumentou R$ 229,3 milhões e somou R$ 1,982 trilhão.

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Assim, o resultado primário do governo central esperado pelo Ministério da Economia para esse ano é de um déficit de R$ 787,4 milhões, frente a R$ 540,5 milhões previstos no último relatório, de maio.

Despesas

As despesas obrigatórias do governo central ficarão em R$ 1,867 trilhão, de acordo com o relatório, enquanto as despesas discricionárias do Poder Executivo ficarão em R$ 115,0 milhões.

Entre as despesas obrigatórias, os gastos com benefícios previdenciários representam a maior parcela, de R$ 677,1 milhões. Mas ficaram abaixo do documento anterior, em decorrência, segundo o governo, do fluxo de caixa verificado ao final dos primeiros seis meses do ano.

Na sequência vêm os créditos extraordinários, que devem somar R$ 392,42 milhões, um aumento expressivo em relação ao estudo anterior, quando tinham sido de R$ 220,8 milhões. Deste total, a maior parte deve ser destinada ao auxílio emergencial em razão da pandemia de coronavírus.

 

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déficit primário

Em seguida, entre as despesas obrigatórias, estão os gastos com pessoal e encargos sociais, que devem chegar a R$ 324,79 milhões.

Com exceção dos gastos extraordinários, dos impactos causados pelo FIES, dos benefícios de prestação continuada e outros desembolsos obrigatórios, todas as despesas previstas para esse ano recuaram em relação ao relatório anterior.

Da mesma forma, pelo lado das receitas, o Ministério da Economia reviu para baixo todas as receitas. Apenas os ganhos com concessões e permissões foram ajustado para cima, somando R$ 4,748 bilhões, um acréscimo de R$ 448,5 milhões.