Ministério da Economia prevê rombo recorde de R$ 866 bi nas contas

Paulo Amaral
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Crédito: Fábio Pozzebom/ Agência Brasil

O Brasil pode fechar 2020 com um déficit primário recorde desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, segundo o Ministério da Economia.

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O órgão divulgou nesta sexta-feira que a soma deve chegar a R$ 866,4 bilhões, muito acima da previsão divulgada em julho, que era de R$ 787,449 bi.

Waldery Rodrigues, secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, atrelou o aumento no rombo às parcelas adicionais do auxílio-emergencial aprovadas pelo Governo Federal.

De acordo com o secretário, o pagamento de R$ 300 por mais quatro meses causará um impacto de R$ 67 bilhões nos gastos públicos.

O pagamento de todas as parcelas do auxílio emergencial, desde o início das medidas visando à diminuição dos estragos causados pela pandemia, está estimado em R$ 321,8 bilhões até dezembro.

Rombo é maior com setor público, informa Ministério da Economia

A soma total do déficit de 2020 é ainda maior quando o recorte é dado no “setor público consolidado”, que inclui as contas das estatais, dos Estados e dos municípios.

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Segundo o Ministério da Economia, a junção dos dados aponta para um rombo de R$ 891,1 bilhões,.

Esse cálculo leva em consideração um PIB negativo de 4,7% para 2020, conforme dados divulgados pela pasta comandada por Paulo Guedes.

Antes do início da pandemia, o governo tinha projetado um déficit primário de até R$ 124,1 bilhões.

Despesas do governo

A instalação do estado de calamidade pública permitiu ao governo aumentar as despesas para combater a pandemia de coronavírus.

Segundo o Ministério da Economia, esse fato, aliado à  perda de arrecadação fizeram as despesas passarem de R$ 512 bilhões para R$ 584 bilhões.

Além dos pagamentos com auxílio-emergencial, o Ministério da Economia enumerou outras ações como “culpadas” pelo aumento das despesas.

São elas: 

  • benefício emergencial para manutenção do emprego e renda, pago pelo governo para trabalhadores que tiveram seu contrato suspenso ou jornada reduzida;
  • pacote de auxílio aos estados e municípios, com impacto estimado de R$ 80 bilhões aos entes da federação e suspensão de dívidas com a União;
  • arrecadação de tributos menor em 2020, sendo a principal delas taxa zero do IOF sobre operações de crédito, causando perdas de R$ 20,6 bilhões.

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