Ministério da Economia aposta em vacina e garante que não faltarão recursos

Paulo Amaral
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Crédito: Site A Gazeta

Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, afirmou nesta sexta (8) que aposta na vacina para melhorar o cenário do País. Segundo o braço direito de Paulo Guedes, “não vai faltar recursos” para o Brasil comprar vacina e garantir a imunização da população.

“Dinheiro para vacinar não vai faltar. É prioridade absoluta do Ministério da Economia”, prometeu. “No que depender da área econômica, vai ter vacina para quem quiser tomar”, emendou Sachsida.

O secretário do Ministério da Economia não entrou no mérito de vários países já terem começado a aplicação da vacina, ao contrário do Brasil. Apesar de o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ter assinado contrato com o Instituto Butantan para o fornecimento de 100 milhões de doses de Coronavac, o calendário segue em mistério.

Para Sachsida, a hora é de ter tranquilidade e tomar as melhores decisões.

“É um momento de serenidade, vamos ficar firmes ao lado da consolidação fiscal, avançar nas reformas estruturantes e vamos aguentar firmes o primeiro trimestre. Ainda tem um pouco de pandemia, que inspira um pouco de cuidado, mas a economia vai voltando aos poucos ao longo do primeiro semestre”.

Vacina resolve “Brasil quebrado”?

Sachsida foi questionado sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o “Brasil estar quebrado” e o impacto que o início da distribuição da vacina teria nesse cenário.

Segundo o secretário do Ministério da Economia, apesar de o primeiro trimestre provavelmente ser “um pouco difícil” para o País, a fala de Bolsonaro não pode ser interpretada ao pé da letra. Sachsida disse que foi apenas o uso de um “jargão popular”.

“Vários analistas, a própria imprensa, têm apontado que o Brasil incorreu em gastos públicos elevados para amenizar os efeitos da pandemia”, disse Sachsida. “A situação fiscal é delicada. O presidente apenas usou um jargão popular para endereçar esse ponto”, encerrou.