Ministério da Defesa prevê R$ 6 bilhões em exportações de produtos do País até 2022

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação/Copesp

Marcos Degaut Pontes, secretário de produtos de Defesa do ministério da Defesa do Brasil, acredita que o País voltará a ser um grande exportador nesse setor até 2022.

Durante participação na Enaex 2019 (Encontro Nacional de Comércio Exterior), que está sendo realizada no Rio de Janeiro, Degaut previu que o Brasil poderá alcançar R$ 6 bilhões em exportações até 2022.

O secretário explicou que o retorno dos investimentos feitos na área é muito compensador, e que é necessário um melhor entendimento de todos os setores da sociedade para que o setor cresça cada vez mais.

“É um setor que tem um efeito multiplicador sobre a economia muito grande, que gera um salto qualitativo em termos de desenvolvimento tecnológico muito grande, que arrecada tributos, royalties, divisas, que tem potencial exportador”, explicou.

“É importante que se discuta esse setor. Que se entenda a importância da economia de defesa para a economia nacional e para o comércio exterior brasileiro. O efeito multiplicador é de 1 para 9,8, ou seja, cada real investido na base industrial de defesa gera em retorno R$ 9,8. Não existe nenhum outro setor com esta rentabilidade”, emendou Degaut.

Segundo o responsável pela pasta, as exportações nos últimos anos atingiram aproximadamente R$ 900 milhões e, em 2019, devem fechar na casa de R$ 1,5 bilhão. Degaut explicou que a produção brasileira na área é extensa e inclui desde aviões de treinamento até aviões de ataque leve, sistema de controle de tráfego aéreo e sistema de defesa. “Do alfinete ao foguete, como diz o jargão militar”, brincou.

De acordo com Degaut, apesar de o Brasil ter perdido importantes mercados no setor a partir de 1980, há agora um planejamento estratégico traçado para devolver o País ao topo das exportações. Dentro desse plano está a eliminação de alguns obstáculos no que diz respeito a financiamentos e garantias no setor.

“Isso é absolutamente vital para que as empresas brasileiras possam exportar. 65% do material controlado que é produzido, é exportado. Sem financiamento e garantia não se avança e estamos avançando”, finalizou.