Minerva (BEEF3) reverte prejuízo e registra lucro de R$ 253,4 mi no 2TRI

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução / Facebook / Minerva Foods

A Minerva (BEEF3) reportou um lucro líquido de R$ 253,4 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 113,3 milhões no mesmo período de 2019.

Segundo a Minerva, o resultado é reflexo da disciplina financeira e modelo de administração de riscos, pilares fundamentais da companhia.

“Os fundamentos do mercado de carne bovina continuam bastante atrativos para os exportadores da América do Sul: o desequilíbrio entre oferta e demanda segue propiciando excelentes oportunidades aos produtores da região,e ficam mais evidentes a cada nova abertura de mercado”, disse o CEO, Fernando Galletti de Queiroz.

Já a margem líquida atingiu 5,8% ante uma margem negativa de 2,8%.

O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 201,5 milhões, uma queda de 51,4% sobre as perdas financeiras no segundo trimestre de 2019.

A Minerva atribui o resultado a sua política de hedge, que obteve um ganho financeiro de R$ 225,8 milhões por meio de instrumentos financeiros de proteção cambial, o que protegeu o balanço nesse cenário de significativa volatilidade.

Ebtida histórico

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 590,2 milhões, alta de 62,2%.

De acordo com a Minerva, este foi o maior Ebtida já registrado no segundo trimestre.

Já a margem Ebtida atingiu 13,4%, aumento de 4,4 pontos percentuais.

As despesas com vendas representaram 7,1% da receita líquida no segundo trimestre de 2020.

Enquanto as despesas gerais e administrativas alcançaram 4,5% da receita líquida.

Receita sobe mais de 9%

A receita líquida da Minerva totalizou R$ 4,399 bilhões, um desempenho 9,3% superior ao registrado em igual período de 2019.

O lucro bruto subiu 39,9%, atingindo o montante de R$ 1,019 bilhão.

Enquanto a margem bruta alcançou 23,2%, alta de 5,1 pontos percentuais.

minerva

Investimentos

A Minerva investiu R$ 50 milhões no segundo trimestre de 2020.

Os aportes foram destinados à manutenção de algumas unidades operacionais e expansão.

Dívida da Minerva

A dívida líquida da Minerva encerrou junho em R$ 5,414 bilhões, uma redução de 12,2%.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebtida ficou em 2,6 vezes no final do segundo trimestre de 2020, contra 3,8 vezes no mesmo período de 2019.

Veja os destaques do balanço da Minerva:

Tá e aí?

Na avaliação da Eleven, a Minerva foi beneficiada no segundo trimestre pela forte alta dos preços da carne bovina em dólar e pelo efeito cambial. Mesmo assim, a corretora considera a queda de 25% no volume vendido na comparação anual bastante expressivo; a receita líquida ficou 6% abaixo de suas estimativas.

Como fator positivo, a Eleven destacou o hedge cambial que neutralizou o efeito negativo da variação do dólar.

Para os próximos trimestres, a expectativa é que o cenário no setor de carne bovina deve continuar positivo em razão da forte demanda chinesa e da taxa de câmbio atrativa.

Apesar disso, a corretora mantém a recomendação neutra, com preço alvo da ação a R$ 15.  “Negociada à 6x o Ebitda 2021, não enxergamos grande potencial de expansão de múltiplo, considerando uma demanda chinesa e margens de exportação mais normalizadas a partir de 2021”, diz o relatório.

O BTG Pactual acredita que a dinâmica do lucro da Minerva deve permanecer forte no segundo semestre e vê a carne sul-americana com um crescente mercado de exportação. O banco acrescenta que o dólar ainda forte deve garantir que os custos no Brasil permaneçam competitivos.

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A instituição mantém, assim, a recomendação de compra, argumentando ainda que vê o Minerva como uma empresa sólida, capaz de uma execução consistente, com ativos diversificados e expectativas de dividendos maiores, que devem sustentar os múltiplos no futuro.