Militares americanos foram feridos em ataque do Irã

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.

Crédito: Zack Culver/ Pixabay

Ao menos 11 militares americanos se feriram após o ataque iraniano a uma base, no Iraque. Apesar de o presidente Donald Trump ter negado a existência de vítimas, a Marinha dos Estados Unidos confirmou os traumas, na quinta-feira (16).

De acordo com o porta-voz do Comando Central da Marinha, Bill Urban, não houve mortes entre os militares americanos. Porém, com investida do Irã contra a base aérea de Al-Assad, em 8 de janeiro, vários soldados apresentaram comoção cerebral. Ainda segundo o representante, as explosões são a causa dos sintomas e todos os socorridos seguem em avaliação.

Por medida de precaução, algumas transferências da base aérea de Al-Assad foram realizadas. Especificamente, os 11 militares foram levados para exames médicos em outras localidades. Oito deles foram encaminhados à Alemanha, ao Centro Médico Regional Landstuhl. Enquanto os outros três foram para a base militar no Kuwuait, no Campo de Arifjan. Assim que forem avaliados e considerados capazes para o serviço, a expectativa do exército é de que os militares retornem ao Iraque. Quando foram surpreendidos, grande parte dos 1.500 soldados americanos estava em abrigos antiaéreos.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Ao assumir a autoria do ataque, a República Islâmica esclareceu que se tratava de vingança e era apenas o início. Outra base foi atingida, além de Al-Assad, no oeste do Iraque. O segundo alvo alvejado por mísseis iranianos foi Arbil – base onde ficam tropas americanas e contingentes estrangeiros liderados por Washington. Inclusive, os remanescentes do grupo jihadista Estado Islâmico são combatidos pela coalização instalada nessa base.

Militares em alerta

Vale lembrar que o ataque do Irã foi motivado, como revide, ao assassinato do general Qasem Soleimani. O militar era uma figura heroica para os iranianos e foi morto em um ataque ordenado pelos Estados Unidos.

Na ocasião, em declaração nacional, Trump afirmou que preferia pressionar o Irã instituindo mais sanções contra o país. Ao invés de responder à ofensiva por meio de força militar. Desta forma, as sanções foram de fato dirigidas contra oito relevantes posições iranianas. Bem como a indústria de cobre, aço e ferro. Até mesmo contra o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Shamkhani.

Porém, essa não é a primeira crise enfrentada por Teerã e Washington. Ambos já não mantêm relações diplomáticas desde 1979. Após Trump ter ordenado saída dos EUA do acordo nuclear de 2015, em 2018, ambos vêm enfrentando diversas crises. Atualmente o clima de tensão no país é preocupante. E foi agravado depois da morte de 176 passageiros de uma aeronave ucraniana, derrubada pela República Islâmica.