Michael Bloomberg diz que vende sua empresa se for eleito presidente

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução Joshua Roberts/Reuters

O candidato democrata à presidência Michael Bloomberg afirmou nessa terça-feira (18) que venderá a Bloomberg LP, empresa de informações financeiras que fez dele um bilionário, se for eleito para a Casa Branca em novembro. Sua fortuna é avaliada em US$ 64 bilhões.

O ex-prefeito de Nova York (2002-2013) se tornou viável nas primárias democratas quando seu nome passou a galgar posições nas pesquisas de opinião.

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“Se eleito presidente, Mike venderá a empresa”, disse a porta-voz da campanha Galia Slayen.

Desastre no debate

No primeiro debate que participou nessa quarta-feira (19), Bloomberg foi visto como um desastre. Ele não é um político iniciante, mas a impressão que se teve é que ele poderia ser massacrado por Donald Trump, presidente que concorre à reeleição.

Segundo o colunista de O Globo, Guga Chacra, “Michael Bloomberg teve uma das mais medíocres performances em um debate político em toda a história dos Estados Unidos. O fiasco supera até mesmo os desastres do republicano Marco Rubio nas primárias de 2016 e do democrata Michel Dukakis nas eleições de 1988”.

“Bloomberg demonstrava insegurança. Suas respostas sobre a sua política de segurança chamada ‘stop and frisk’ foram patéticas. As relacionadas à misoginia, grotescas. E as que questionavam seu dinheiro, arrogantes”, escreveu Chacra. “Para complicar, Bloomberg não desfruta de carisma e presença de palco. Não sabe se comunicar”.

A opinião do brasileiro não é única. O debate repercutiu mal também nos Estados Unidos.

Depois do debate de Nevada, que prepara para o caucus no estado, dia 22 de fevereiro, Bloomberg viu suas chances de vitória nas primárias despencarem 12 pontos percentuais ao longo do programa, indo de 27% para 15%, de acordo com sites de apostas políticas. O bilionário provavelmente vai meter a mão no bolso e gastar mais com propaganda para compensar o estrago.

A Bloomberg

A Bloomberg LP fornece informações financeiras às empresas de Wall Street, além de notícias. É uma empresa de capital fechado, com o próprio Bloomberg sendo proprietário da maior parte da empresa, que ele fundou em 1981. Analistas da Burton-Taylor International Consulting estimam que a empresa gerou mais de US$ 10 bilhões em receita em 2019.

Bloomberg não está competindo nos estados de votação antecipada. Vai entrar na disputa para valer, em 3 de março, na conhecida Super Terça-Feira, quando 14 estados realizam suas prévias e o maior número de delegados é disputado.

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