Meu primeiro dividendo: tributar FIIs penalizaria setor

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
1

Crédito: Reprodução

A tributação sobre Fundos Imobiliários (FIIs) seria como penalizar de forma excessiva um segmento de investimento que ainda é nascente no Brasil. O Marcos Baroni, consultor da Comissão de Valore s Mobiliários (CVM e vice-presidente de pesquisa e sobre FIIs da Suno Research, apontou que, embora esteja afastada essa possibilidade na reforma tributária, é um fantasma a rondar o setor.

Ele participou do segundo dia do Meu Primeiro Dividendo ao lado de Alice Porto, contadora da B3, nesta terça-feira (31), promovido pelaEQI Investimentos.

Ele reforçou que desde 2015 já havia um movimento para tributar os FIIs. Porém, naquela ocasião, o debate não foi muito a fundo. Agora, diz ele, o tema ganhou uma nova proporção. Foi inserido na pauta de forma intensa. O que acabou provocando reações de investidores.

Baroni explicou que 27% dos investidores investem até R$ 1 mil. Outra parcela de 32%, investe entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. Já uma terceira parcela, de 23%, aplicam de R$ 10 mil a R$ 50 mil.

Com este cálculo, Baroni afirma que, se somar os três primeiros, que representam uma fatia de 82% do mercado, respondem por até R$ 50 mil em investimentos. “Então está longe de tributar os ricos”, completou ele.

Meu primeiro dividendo

Meu primeiro dividendo: tributação retida na fonte

Alice Porto, explicou que, com relação aos dividendos e proventos, a estimativa é que a tributação se dê diretamente na fonte. Assim como acontece com os juros sobre capital próprio (JCP). Então, o investidor que for deduzir seus impostos, realizará praticamente o mesmo movimento com relação à dedução do JCP.

Então, explica ela, para o investidor não irá gerar nenhum tipo de cálculo. Porém, o que irá impactar será o atrativo, que é a isenção atual.

A contadora da B3 afirmou ainda que para tributar dividendos é preciso olhar a cadeia de investimentos como um todo. Ela explicou que geralmente, em decisões desse tipo, observa-se apenas um ponto específico e não o que está ao redor e que também pode ser impactado.

Por fim, ela aconselha que o investidor não deve aplicar seus recursos pautada pela tributação. Mas sim pela sua estratégia de investimentos e pela consequência de resultados que este pode proporcionar.