Meta do governo federal é arrecadar R$ 150 bilhões com privatizações em 2020

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
1

Crédito: Photo by Matthew Henry on Unsplash

O governo federal tem como meta arrecadar em 2020, com a desestatização, cerca de R$ 150 bilhões. O valor é quase 50% maior do que o conseguido em 2019, quando foram vendidos R$ 105,4 bilhões, segundo o Ministério da Economia.

O anúncio desta terça-feira (14), feito pelo secretário-especial de Desestatização e Desinvestimento, Salim Mattar, informa que o governo pretende vender cerca de 300 ativos públicos no corrente ano. Entre eles, estão empresas controladas pelo governo, como a Eletrobras, além de subsidiárias, coligadas e participações societárias.

O secretário-especial assegurou que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras não serão privatizados. Já os Correios estão na lista de privatizações, mas a venda está prevista para o fim de 2021.

Meta ousada de privatizações

Mattar reconhece que a meta é “ousada”, em termos “de valor e de empresas”. Para isso, segundo ele, o governo deve enviar um projeto ao Congresso Nacional em fevereiro, propondo um “fast track” (caminho rápido) para a venda dos ativos públicos.

“É uma forma de acelerar esse processo de venda”, ele disse. “A meta (para 2020) depende de o ‘fast track’ passar. O ‘fast track’ é fundamental para atingirmos essa meta. Seria como se fosse um atalhozinho, é um projeto de lei. Já esta pronto. Esperando o Congresso abrir, e a melhor forma de conseguir apoio”, explica.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

O projeto colocaria as empresas a serem privatizadas diretamente no Programa Nacional de Desestatização (PND). Ainda segundo ele, o texto também reduziria o tempo de atuação de escritórios de advocacia e de bancos no processo de modelagem dessas vendas.

Eletrobras

A principal meta do governo é mesmo vender os ativos da Eletrobras. A ideia é passar o controle da estatal ao setor privado. Dos 300 ativos na lista, mais de 200 dizem respeito à empresa. E a explicação do secretário é matemática: “para manter a sua participação no mercado, a Eletrobras tem que investir R$ 14 bilhões por ano, nos próximos quatro anos. O governo federal não tem esse dinheiro”.

O governo possui hoje 624 ativos. Além das 46 empresas estatais, o montante inclui 151 subsidiárias, 218 empresas coligadas e 209 participações.