Vendas de imóveis novos caem 16,6% no segundo trimestre, mostra CBIC

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Foto: Mesmo com pandemia, vendas de imóveis caem apenas 2,2% no primeiro semestre

O Brasil registrou uma queda de 16,6% nas vendas de imóveis residenciais novos (apartamentos) no segundo trimestre de 2020 em relação ao trimestre anterior.

Embora as incertezas por causa da pandemia de Covid-19 tenham interrompido uma tendência de crescimento que vinha desde janeiro de 2018, os impactos no mercado foram menores que os estimados anteriormente.

Na comparação entre o primeiro semestre de 2020 e o primeiro semestre de 2019, as vendas caíram apenas 2,2%.

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O levantamento foi feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Os dados constam do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2020, e foram coletados e analisados de 132 municípios, sendo 19 capitais, de Norte a Sul do Brasil.

Mesmo com pandemia, vendas de imóveis caem apenas 2,2% no primeiro semestre

Vendas e lançamentos

De acordo com a pesquisa, enquanto as vendas sofreram quedas leves, houve grande diminuição no número de lançamentos.

Adiamentos em função da pandemia levaram a uma queda de 43,9% no número de lançamentos no primeiro semestre de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019.

Para a CBIC, a previsão é de um aumento substancial nos lançamentos no segundo semestre.

Com as vendas praticamente estabilizadas e os lançamentos muito reduzidos no 1º semestre, em função do que foi adiado por conta da pandemia, a expectativa é que agora as empresas lancem aquilo que foi represado nos últimos meses.

Já no segundo trimestre de 2020, os lançamentos de imóveis (16.659 unidades) apresentaram uma queda de 60,9% na comparação com igual período de 2019.

Houve redução no número de unidades lançadas em todas as regiões. A maior queda foi observada na região Norte (660 unidades), com 73,3% menos lançamentos que no segundo trimestre de 2019, seguida pelo Nordeste, com diferença de 70,0% (3.244 unidades).

A região Sudeste teve variação negativa de 68,3% (18.238 unidades).

Comparativo anual

Conforme o levantamento, no comparativo de lançamentos do primeiro semestre de 2020 (37.596 unidades) com igual etapa de 2019 (67.034 unidades), houve queda geral de 43,9%.

A maior diferença foi no Nordeste, com 6.690 unidades a menos ou 60,1% menos lançamentos que no mesmo período de 2019.

No país todo, as vendas apresentaram uma queda de 23,5% no segundo trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Nas regiões Norte e Nordeste praticamente não houve variação, com queda de 0,5% e alta de 0,1%, respectivamente.

Na região Sul, houve variação positiva de 5,0% (333 unidades).

As regiões mais afetadas foram a Sudeste, onde o número de apartamentos vendidos foi 39,3% menor (9.321 unidades a menos), e Centro-Oeste, onde o número de apartamentos vendidos foi 22,9% menor (947 unidades a menos),

Todo o país

No primeiro semestre de 2020, houve queda de 2,2% no número de unidades vendidas em todo o país, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A maior variação positiva foi observada na região Sul, com aumento de 15,1% no número de unidades vendidas.

No mesmo período, as vendas também cresceram nas regiões Norte (10,3%) e Nordeste (6,2%).

A maior queda foi observada na região Centro-Oeste, com 12,8%, seguida pelo Sudeste, com variação negativa de 9,6%.

Já com as vendas superiores aos lançamentos, a oferta final no segundo trimestre de 2020 apresentou uma queda de 8,7% em relação ao trimestre anterior, a primeira diminuição desde o segundo trimestre de 2019.

Na comparação com o segundo trimestre de 2019, houve uma queda de 7,1% na oferta final no 2º trimestre de 2020.

Minha Casa Minha Vida

O estudo também analisou a participação do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV) nas unidades lançadas e nas unidades vendidas por região brasileira.

A representatividade do MCMV sobre o total de lançamentos, no período, foi de 55,6%. Sobre o total de vendas, essa participação foi de 56%.

Na avaliação das empresas, no segundo trimestre de 2020 as vendas online supriram o fechamento dos pontos de venda. De abril a junho, mesmo com parte dos stands fechados em praticamente todo o país em função da pandemia de covid-19, as vendas foram mantidas. Em 32,5% dos locais pesquisados, foi observado aumento nas vendas.

Mesmo com pandemia, vendas de imóveis caem apenas 2,2% no primeiro semestre

País gera mais de 131 mil vagas de trabalho em julho

O Radar Trabalhista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) do dia 24 de agosto destaca o saldo positivo de empregos formais no país no mês de julho, com a geração de 131.010 postos de trabalho formal, resultado de 1.043.650 admissões e 912.640 desligamentos no período, conforme dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Impulsionado pela Indústria de Transformação, o setor econômico da Indústria liderou a geração de empregos formais, com saldo positivo de 53.590 em julho.

Depois dela, vieram os setores de Construção, com 41.986, e Comércio, que registrou 28.383.

Completam a lista a Agropecuária, que registrou saldo de 23.027, e Serviços, com -15.948, o único negativo.