Mercados se animam com disseminação mais lenta do coronavírus

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Uma possível disseminação mais lenta do coronavírus anima os mercados globais nesta terça-feira (7).

Os mercados futuros de Nova York operavam em alta, às 6h40:

  • S&P 500,  2,78%
  • Nasdaq, +2,49%
  • Dow Jones, +3,09%

Depois de Espanha e Itália relatarem uma queda no número de vítimas fatais, agora a Coreia do Sul informou que teve menos de 50 novos casos de infecção pelo segundo dia consecutivo.

A China também registrou seu primeiro dia sem mortes por conta da epidemia desde janeiro. Os dois países asiáticos estavam entre os que registraram picos nas taxas de infecção no início do surto.

Ontem ainda, o presidente Donald Trump afirmou em coletiva de imprensa que há uma “tremenda luz no fim do túnel” com dez agentes terapêuticos diferentes em testes ativos.

Trump repetiu comentários de funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS) que disseram que a pesquisa para desenvolver vacinas e tratamentos “acelerou a uma velocidade incrível”.

O índice de volatilidade VIX, que mede as projeções para o índice SP, caiu para 45,24 pontos, o nível mais baixo em cerca de duas semanas. Três semanas atrás, o VIX atingiu um recorde de 82,69 pontos, superando o nível máximo durante a crise financeira de 2008.

Matt Maley, estrategista-chefe de mercado da Miller Tabak, acredita, no entanto, que os valores mínimos das ações ainda sejam testados novamente em abril, antes que a onda de baixas chegue ao fim. “Acredito que as chances são altas de que os mínimos de março voltem a ser testados”, afirmou à CNBC.

Casos de coronavírus nos EUA

Novo epicentro da pandemia, os EUA contam com 347 mil casos e 10 mil mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Mercados na Europa

Na Europa, mercados também em alta, com reunião dos ministros das Finanças da zona do euro. Eles discutem um apoio econômico conjunto ao bloco. Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a expectativa é que seja traçado um Plano Marshall para a região.

Os mercados também acompanham atentos a internação do primeiro-ministro do Reino Unido. Boris Johnson, vítima da Covid-19, foi transferido para tratamento intensivo.

O secretário de Relações Exteriores, Dominic Raab, assume temporariamente as funções do primeiro-ministro.

  • Dax, Alemanha, +3,61%, com 10.439 pontos
  • FTSE, Inglaterra, +2,29%, com 5.710 pontos
  • CAC, França, +3%, com 4.482 pontos

Ásia (fechamento)

A esperança de que as infecções e mortes por Covid-19 estejam em queda também animaram os mercados na Ásia.

  • Japão, +2,01%, aos 18.950 pontos
  • China, +2,05%, aos 2.820 pontos
  • Hong Kong, +2,12%, aos 24.253 pontos
  • Coreia, 1,77%, aos 1.823 pontos