Mercados otimistas, recuperação à frente e ambiente desafiador, avalia gestora

Osni Alves
Jornalista | oalvesj@gmail.com
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Crédito: Reprodução / Infomoney

Uma das principais gestoras de ativos do país, a XP Investimentos ponderou que em abril os mercados se tornaram mais otimistas, se recuperando em diversos países.

De acordo com a empresa, o ambiente continua desafiador, porém a incerteza acerca do vírus diminuiu além de surgirem evidências sobre potenciais vacinas e tratamentos.

Por conta disso, a XP mantém a percepção de que a crise como um todo gera oportunidades e segue com aumento de exposição à risco nas carteiras sugeridas.

Isso porque o mês de abril trouxe algum alento para os mercados de renda variável, em especial devido aos grandes estímulos fiscais e monetários sendo aplicados ao redor do mundo e o início da reabertura das economias na Ásia e na Europa.

Em relação às suas mínimas de março, o Ibovespa subiu 14% e o S&P em torno de 20%.

Já a alta mais forte começou na segunda quinzena do mês, quando mais estímulos foram anunciados e houve uma melhora do cenário relacionado aos entraves do petróleo, sinais de frenagem de contágio do coronavírus em diversas economias e evidências de possíveis tratamentos e vacinas também relacionadas ao vírus.

Cenário local

Conforme a XP, no cenário local a situação política foi agravada, culminando nas saídas dos ministros da Saúde, Henrique Mandetta, e da justiça, Sérgio Moro. A crise de confiança gerada por estes fatores levou o câmbio ás suas máximas históricas atingindo R$ 5,59 por USD.

Devido a esse ambiente, a gestora tem dado preferência, entretanto, aos ativos internacionais, além de encerrar a exposição dos portfólios a ativos prefixados, iniciado em setembro do ano passado.

Investidor Conservador: como investir no cenário atual?

De acordo com a XP, o cenário atual é desafiador para investidor conservador. As taxas de juros de curto prazo estão bastante baixas e os fundos de crédito continuaram amargando perdas leves e realizando volatilidade historicamente alta para classe.

Isso porque os retornos mais erráticos vieram para ficar: consequência da taxa de juros mais baixa, que não consegue amortecer as flutuações dos ativos tão bem quanto antes, e da liquidez crescente no mercado secundário de crédito, que faz com que esses ativos, antes um porto seguro, fiquem mais sensíveis ao humor dos investidores.

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“Continuamos o movimento de adicionar risco, especialmente na parte de crédito privado, buscando se beneficiar de um carrego alto e uma eventual reprecificação de ativos”, disse.

Sugestão de carteira

A parcela majoritária do portfólio está alocada em fundos de crédito e a XP aumentou ligeiramente esta alocação, de modo a comprar ativos com excelente carrego e obter retornos mais robustos com CDI com diversificação, liquidez e compressão do spread de crédito.

Os veículos têm resgates cotizados em até 30 dias corridos. Os papéis de crédito são de primeira linha ou protegidos pelo Fundo garantidor de Crédito (FGC).

A gestora zerou a exposição a Prefixados por entender que frente às dificuldades da crise, a curva de juros se encontra bastante comprimida.

Também utilizou parcela de Inflação para contratar ganhos acima do IPCA por prazos mais longos e escolheu entre os papeis de crédito possíveis para o cliente conservador com prazos mais longos e complementou com CDBs com prazo médio em torno de 5 anos.

Além disso, há uma parcela em fundos, visando um resgate rápido, caso haja uma mudança no cenário desenhado até aqui.

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Perfil Conservador

Conforme a XP, a sugestão de produtos consiste em uma seleção pensada para atender o período.

Neste mês, a gestora segue com aumento gradual de risco da carteira, sugerindo, desta vez, uma redução ativa da posição de renda variável no Brasil, focando o aumento em ativos de renda fixa e renda variável do mercado global.

No mês passado havia reduzido parcialmente a exposição cambial da carteira, tendo em vista a forte desvalorização do real frente ao dólar.

Porém, frente a deteriora do cenário doméstico, esse mês retomou o patamar anterior.

Investidor Agressivo

A XP segue com o aumento gradual de risco da carteira, sugerindo, desta vez, redução ativa da posição de renda variável no Brasil, focando o aumento em ativos de renda fixa e renda variável do mercado global.

No mês passado havia reduzido parcialmente a exposição cambial da carteira, tendo em vista a forte desvalorização do real frente ao dólar.

Porém, frente a deteriora do cenário doméstico, esse mês retomou ligeiramente.

Wisir Research

A Wisir Research teve desempenho superior ao Ibovespa ao encerrar abril em 15,26% contra os 10,25% da Bolsa brasileira.