Ibovespa futuro abre em queda à espera de decisão de Moro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Divulgação / B3

O Ibovespa futuro abriu queda de 1,41%, aos 78.845 pontos, na direção contrária dos mercados futuros de Nova York.

Pesará hoje no mercado a decisão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, de permanecer no cargo ou não após a demissão do diretor geral da Polícia Federal, Mauricio Aleixo, pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele fará pronunciamento às 11h e a sinalização é de que deve sairá do governo.

O dólar comercial está cotado a R$ 5,5666, alta de 0,67%.

As bolsas de NY avançam após aprovação pela Câmara dos Deputados dos EUA do pacote de US$ 480 bilhões para pequenas empresas.

Os mercados mundiais reagiram mais cedo às notícias sobre testes com um novo medicamento para tratamento da Covid-19. Na semana passada, as bolsas subiram com resultados animadores do Remdesivir em pacientes de um hospital de Chicago, mas hoje o Financial Times tornou público um documento divulgado por engano pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de que um estudo não concluído na China mostrou resultados diferentes.

Jim Cramer, da CNBC, recomendou aos investidores a aguardarem a publicação do resultados de estudos realizados nos EUA. Segundo ele, esta é a “terceira vez que a China diz que o medicamento não funciona”.

Disse ainda que os estudos da Universidade de Chicago são muito mais rigorosos e, portanto, confiáveis.

“O Covid-19 ocupa a mente dos investidores, com razão. Mas não se pode confundir dados médicos com dados econômicos”, alertou Hannah Anderson, estrategista de mercado global do JPMorgan Asset Management.

“Combater o vírus não é o mesmo que devolver a economia ao local onde ela estava na estação passada”, alertou.

Mais de 2,6 milhões de casos de coronavírus já foram confirmados em todo o mundo. Somente nos EUA, são mais de 800 mil casos. Os dados são da Universidade Johns Hopkins.

Hoje ainda nos EUA, tem balanços da American Airlines e da American Express.

Vamos ao desempenho dos mercados às 9h15.

Nova York futuros

  • S&P: +0,60%
  • Nasdaq: +0,42%
  • Dow Jones: +0,67%

Petróleo

O petróleo, que dominou o noticiário na semana, está em queda, depois de fechar em alta no pregão asiático.

Na Ásia, os contratos futuros de referência internacional Brent subiram 2,39%, para US$ 21,84 por barril. Os contratos futuros de petróleo dos EUA (WTI) também saltaram 2%, para US$ 16,83 dólares por barril.

  • Brent (junho 2020): US$ 21,84 (+2,39%)
  • WTI (junho 2020): US$ 17,02 (+3,15%)

Europa

Mercados em queda na Europa, também seguindo os desdobramentos sobre o Remdesivir.

Paralelamente, os investidores acompanham os balanços do primeiro trimestre das empresas.

A Nestlé registrou no início do dia resultados melhores do que o esperado, com aumento de 4,3% nas vendas, com os consumidores consumindo mais em casa e estocando produtos graças às medidas de isolamento social. As ações sobem 1,5% nesta manhã.

E a indústria farmacêutica Sanofi obteve lucro líquido de 2 bilhões de euros.

  • DAX, Alemanha: -0,86%
  • FTSE, Inglaterra: –0,83%
  • CAC, França: -0,63%
  • FTSE MIB, Itália: -0,09%
  • Stoxx 50: -0,68%

Ásia (fechamento)

  • Nikkei, Japão: -0,86%
  • Xangai, China: -1,06%
  • HSI, Hong Kong: -0,61%
  • ASX 200, Austrália: +0,49%
  • Kospi, Coreia: -1,34%