Futuros de NY e do Ibovespa operam em baixa à espera de dados dos EUA

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pexels

Depois das altas de mais de 3% de quarta-feira (8), repercutindo a desistência de Bernie Sanders na corrida pela candidatura do Partido Democrata, os mercados futuros de Nova York operam no terreno negativo, na manhã desta quinta-feira (9).

A expectativa é por notícias que devem impactar o mercado e apontar para qual direção ele deve seguir. A principal delas é sobre os novos pedidos de seguro-desemprego.

No Brasil, o Ibovespa futuro segue o comportamento e abriu em queda de 1,40%, aos 77.945 pontos.

O dólar futuro registra leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5.134,50. O dólar à vista está em R$ 5,1513, alta de 0,18%.

EUA

Hoje o Departamento de Trabalho dos EUA divulga seu relatório semanal sobre os pedidos iniciais de auxílio-desemprego. Nas duas últimas semanas, foram 10 milhões de pedidos. Para hoje, a expectativa é de mais 5 milhões de pedidos.

“Os números serão bastante ruins. E serão brutais pelos próximos meses”, afirmou Hugh Young, da Aberdeen Standard Investments, ao canal CNBC.

Fala de Powell

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, fará pronunciamento a respeito da ata do Federal Open Market Committee (Fomc), com as justificativas para o corte a zero das taxas de juros. A ata publicada ontem revelou que o Fed está preparado para manter sua política nos atuais níveis até que a economia tenha “resistido” ao impacto do coronavírus.

Para hoje ainda tem Índice de Preços ao Produtor e Índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan.

Bernie Sanders

Ontem, o senador Bernie Sanders fez o mercado subir ao abandonar a corrida pela vaga democrata à presidência. Ao deixar as prévias, ele abre espaço para o avanço de Joe Biden, candidato predileto do mercado financeiro para enfrentar Donald Trump em novembro.

  • S&P: -0,50%
  • Nasdaq: -0,45%
  • Dow Jones: -0,25%

Brasil

No Brasil, foi divulgado há pouco o resultado do IPCA, que registrou alta de 0,07%, após registrar 0,25% em fevereiro.

Por aqui há ainda a expectativa para a votação na Câmara do projeto que prevê ajuda aos Estados para o enfrentamento à pandemia do coronavírus.

Petróleo

Os preços do petróleo subiram na tarde do pregão asiático na quinta-feira, com os futuros de referência internacional Brent em alta de 3,11%, a US$ 33,86 por barril. O contrato de futuros de petróleo dos EUA também subiu 5,86%, para US$ 26,56 por barril.

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O mercado ainda aguarda ansioso a confirmação da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) com a Rússia, onde serão debatidos novos cortes na produção.

  • Brent: US$ 33,45 (+1,86%)
  • WTI: US$ 26,01 (+3,67%)

Europa

No continente europeu, mercados abriram mistos e migraram para a valorização, também no aguardo dos principais dados econômicos do dia nos Estados Unidos. Por lá, segue o debate se já é mesmo seguro relaxar os bloqueios para conter o avanço do coronavírus. A Alemanha vem registrando aumento nas contaminações, ao passo que a Itália quer acabar com o lockdown em algumas semanas. O primeiro-ministro inglês, Boris Johnson continua internado, vítima da Covid-19, mas afirma estar melhorando.

  • DAX, Alemanha: +0,55%
  • FTSE, Inglaterra: +1,33%
  • CAC, França: +0,42%
  • FTSE MIB, Itália: +0,76%
  • STOXX600, +0,64%

Ásia (fechamento)

Na Ásia, os mercados fecharam a quinta-feira em alta, com destaque para a Austrália, que teve avanço de mais de 3%. A exceção foi o Japão, que fechou em baixa e aplica agora o seu lockdown, bem depois de toda a região, para conter a epidemia que avança nas principais cidades do país.

  • Nikkei, Japão: -0,04%
  • Shangai, China: +0,37%
  • HSI, Hong Kong, +1,38%
  • ASX 200, Austrália: +3,46%
  • Kospi, Coreia, +1,61%