Ibovespa futuro abre perto da estabilidade, em linha com NY

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,15%, aos 102.928 pontos. Na sexta, a bolsa fechou com perda de 1,30%.

O Boletim Focus desta segunda-feira (10) trouxe nova projeção de melhora do PIB este ano. A leitura do mercado foi de queda de 5,66% na semana passada para queda de 5,62% nesta semana. As expectativas para inflação e Selic foram mantidas: 1,63% e 2%, respectivamente.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que ajusta os aluguéis, avançou 1,46% nos primeiros dez dias de agosto. No mesmo período do mês passado, a variação era de 1,18%. Em julho, o indicador fechou em 2,23%.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), também da FGV, avançou para 0,54%, ante 0,49% da semana passada. Esta foi a primeira leitura do mês de agosto.

Amanhã (11), sai a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com a decisão de baixar a Selic (taxa básica de juros) de 2,25% para 2%. O mercado aguarda sinalizações quanto à manutenção ou não da taxa até o final do ano.

Exterior

Dois temas principais repercutem nos mercados globais: as tensões crescentes entre Estados Unidos e China e os decretos de Trump de auxílio econômico durante a pandemia.

Na decisão mais dura de Washington em relação à influência de Pequim sobre Hong Kong, os EUA anunciaram o congelamento de bens americanos da chefe do Executivo Carrie Lam, bem como de 10 outras autoridades.

Como resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China anunciou que sancionaria 11 americanos, incluindo os senadores Marco Rubio e Ted Cruz.

O episódio acrescenta mais lenha às tensões entre as duas potências. Isto às vésperas da revisão da fase um do acordo comercial assinado por ambas no início do ano. Autoridades dos dois países se reúnem no sábado (15) para rever pontos do acordo.

Decretos de Trump

Paralelamente, repercutem no mercado os decretos do presidente americano Donald Trump que estipula seguro-desemprego de US$ 400 semanais, proteção contra despejos de inquilinos que não conseguem pagar aluguéis e ajuda para empréstimos estudantis.

O decreto executivo mira as eleições presidenciais de novembro e veio após o fracasso nas negociações entre democratas e republicanos sobre os projetos de ajuda que aguardavam definição no Congresso.

“O novo estímulo fornecido pelo presidente Trump por meio de ordens executivas é melhor do que nada e fornece uma solução temporária”, afirmou à Bloomberg Lee Hardman, estrategista do Banco MUFG em Londres.

Veja as cotações às 9h10:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,04%
  • Nasdaq: -0,01%
  • Dow Jones: +0,27%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,18%
  • FTSE, Reino Unido: +0,39%
  • CAC, França: +0,43%
  • FTSE MIB, Itália: +0,30%
  • Stoxx 600: +0,32%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,39%
  • Xangai, China: +0,75%
  • HSI, Hong Kong: -0,63%
  • ASX 200, Austrália: +1,76%
  • Kospi, Coreia: +1,48%

Petróleo

  • WTI (setembro 2020): US$ 41,78 (+1,36%)
  • Brent (setembro 2002): US$ 44,78 (+0,86%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 128,27 (+2,44%)

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