Bolsa de valores segue em alta, acompanhando bom humor externo

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
1

Crédito: Arte / EQI

O Ibovespa opera em alta nesta sexta-feira (15), acompanhando os mercados externos. O índice registra ganhos de 1,19%, aos 114.537,24 pontos, às 15h25.

Destaque para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador recuou 0,15%, melhor que a projeção de queda de 0,20% do BTG Pactual (BPAC11). 

Também foi divulgado o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), da FGV, que  caiu 0,31% em outubro, ante recuo de 0,37% em setembro. No ano, a alta é de 16,08% e, em 12 meses, de 22,53%. Novamente, o minério de ferro, com queda de 19,46%, responde por boa parte do resultado.  

O IGP-10 é uma das versões do IGP, mas com levantamento de preços feito em um recorte de tempo diferente (do dia 11 do mês anterior até o dia 10 do mês atual). 

Ainda no radar seguem as indefinições sobre o Auxílio Brasil e a prorrogação do Auxílio Emergencial, que lançam novamente dúvidas quanto ao respeito ao teto de gastos. 

Mercados do exterior

Os mercados globais operam com bom humor, repercutindo os bons resultados corporativos. Os grandes bancos, Bank of America, Morgan Stanley e Citigroup entre eles, reportaram resultados acima do esperado. O Goldman Sachs reportou nesta manhã lucro líquido de US$ 5,38 bilhões.

Dados sobre o mercado de trabalho nos EUA também deram fôlego às bolsas na quinta (14). Os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA vieram pela primeira vez abaixo de 300 mil. Foram 293 mil reivindicações, mas é preciso lembrar que esse número já superou 6 milhões na fase mais aguda da pandemia e permaneceu acima de 1 milhão até agosto do ano passado. E o número se aproxima semana a semana dos 256 mil pré-pandemia.

As vendas no varejo nos EUA, divulgadas hoje, surpreenderam positivamente, subindo 0,7%, quando a projeção era recuo de 0,2%.

O cenário macro, no entanto, segue desfavorável. A inflação segue mais duradoura do que o esperado, o avanço nos preços do petróleo e do gás natural vem pressionando ainda mais os preços e as projeções de crescimento apontam para uma desaceleração global. Vale lembrar que os mercados também se preparam para uma redução de liquidez a partir de novembro, com o início da retirada de estímulos pelo Federal Reserve.

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +1,06%
  • S&P: +0,76%
  • Nasdaq: +0,48%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,81%
  • FTSE, Reino Unido: +0,37%
  • CAC, França: +0,63%
  • FTSE MIB, Itália: +0,81%
  • Stoxx 600: +0,74%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +1,81%
  • Xangai, China: +0,40%
  • HSI, Hong Kong: +1,48%
  • ASX 200, Austrália: +0,69%
  • Kospi, Coreia: +0,88%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 84,73 (+0,87%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 82,12 (+1,00%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.767,80 (-1,67%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 112,508 (-0,96%)