Ibovespa abre em queda, acompanhando NY; dia tem mais fala de Powell

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação

Nesta quinta-feira (14), o Ibovespa abre em queda de 0,10%, aos 128.284 pontos, acompanhando mercados futuros de Nova York.

No país, o Congresso vota hoje a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022. A reforma do Imposto de Renda, com a questão da tributação dos dividendos inclusa, vai ficar para agosto, depois do recesso parlamentar.

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Sobre isso, a faixa de isenção na distribuição de dividendos pode ficar bem abaixo dos R$ 20 mil mensais anunciados até aqui, chegando a R$ 2,5 mil, a fim de evitar a pejotização e as reorganizações acionárias.

Ontem, a bolsa fechou em alta, acompanhando Nova York e ignorando o IBC-Br, prévia do PIB, que veio bem abaixo da projeção: recuo de 0,43% quando o mercado esperava alta de 1%.

Ontem ainda, o Banco Central divulgou o Boletim Macrofiscal, em que admitiu, pela primeira vez, que a inflação medida pelo IPCA deverá superar o teto da meta (5,25%), chegando a 5,9% até dezembro. A alta do PIB foi revisada de 3,5% para 5,3%.

Por fim, depois de ser internado com obstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro passa bem e não precisará ser submetido a cirurgia, mas segue internado para acompanhamento clínico.

Destaques no Brasil

A manhã começa com dados econômicos que vêm da China, com números positivos, mas a indicação de desaceleração da atividade, após uma forte retomada.

O Produto Interno Bruto (PIB) chinês do segundo trimestre cresceu 1,3%, e 7,9%,na base anual, dentro da projeção. A produção industrial subiu 8,3% em junho, na base anual, superando a estimativa de 7,8%, mas ficando abaixo dos 8,8% de maio. As vendas no varejo subiram 12,1% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o consenso era 11%. E a A taxa de desemprego ficou em 5%.

Nos EUA, Jerome Powell, presidente do Fed, fala novamente hoje, mas desta vez ao Senado. E, novamente, deve dizer que a antecipação do tapering (retirada dos estímulos) e do aumento de juros está descartada, o que deve soar bem ao mercado, que teve dois sustos sequenciais com inflação na semana: os preços ao consumidor e os preços ao produtor, ambos vindo acima da expectativa. Segundo Powell, isto é transitório e decorre por falhas na cadeia de distribuição, em um cenário de forte demanda e baixa oferta.

Em indicadores, hoje saem a produção industrial nos EUA, os novos pedidos de seguro-desemprego, e o relatório mensal da Opep. Nos balanços, destaque para Morgan Stanley.

Veja as cotações às 10h20:

Mercados de Nova York

  • S&P: -0,38%
  • Nasdaq: -0,01%
  • Dow Jones: -0,52%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -1,10%
  • FTSE, Reino Unido: -0,83%
  • CAC, França: -1,09%
  • FTSE MIB, Itália: -1,08%
  • Stoxx 600: -0,84%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -1,15%
  • Xangai, China: +1,02%
  • HSI, Hong Kong: +0,75%
  • ASX 200, Austrália: -0,26%
  • Kospi, Coreia: +0,66%

Petróleo

  • Brent (setembro 2021): US$ 73,43 (-1,78%)
  • WTI (agosto 2021): US$ 71,75 (-1,89%)

Ouro

  • Ouro futuro (agosto 2021): US$ 1.825,30 (+0,02%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 191,10 (+1,61%)

 

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