Ibovespa Futuro abre em queda em linha com mercados de NY

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Traders work on the floor at the New York Stock Exchange (NYSE) in New York, U.S., October 2, 2019. REUTERS/Brendan McDermid

O Ibovespa Futuro abriu a sessão desta segunda-feira (13) em queda, acompanhando os mercados acionários de Nova York.

Às 9h10, o Ibovespa apontava para uma queda de 1,17%, aos 77.200 pontos.

Já o dólar avançava 0,37%, na faixa de R$ 5,11.

Assim como Nova York, os investidores por aqui adotam a cautela neste início de semana.

Nos próximos dias, saem os resultados financeiros do primeiro trimestre de grandes empresas nos Estados Unidos.

Entre elas estão JPMorgan, Wells Fargo, Goldman Sachs, Citigroup, Morgan Stanley, BlackRock, Delta Air Line e Johnson & Johnson.

Segundo estimativas da FactSet, reportadas pela CNN Business, os lucros das empresas do S&P 500 devem cair 10% no primeiro trimestre em comparação com o ano anterior.

O que você verá neste artigo:

Petróleo

Adicionalmente, os investidores digerem os resultados do acordo firmado neste domingo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados.

Árabes e russos, principalmente, concordaram sobre um corte maciço na produção. Os países do bloco acertaram reduzir a produção em 9,7 milhões de barris por dia. Esta é a maior redução já registrada.

O presidente Donald Trump twittou que o acordo “salvará centenas de milhares de empregos nos Estados Unidos”.

Os preços do petróleo caíram mais de 40% desde o início de março, depois que a Opep e a Rússia, lideradas pela Arábia Saudita, não conseguiram chegar a um acordo.

“Ter um acordo histórico diante de uma demanda em forte queda sugere que os mercados de petróleo não serão tão agitados e, portanto, haverá um piso de baixa”, afirmou Vishnu Varathan, chefe de economia e estratégia do Mizuho Bank à CNBC.

  • Brent (junho), -0,79%, a US$ 31,23
  • WTI (maio), +0,13%, a US$ 22,79

Nova York futuros

Os casos confirmados nos EUA agora totalizam quase 550 mil, mais do que qualquer outro país do mundo, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, afirmou no domingo que estava otimista de que o surto estava desacelerando nos EUA.

Ele também disse que algumas regiões do país podem começar a retomar as atividades no próximo mês. Mas que isso não irá acontecer de repente, “como se alguém apertasse o interruptor de luz e tudo voltasse ao normal”.

No mundo, são 1,8 milhão de casos confirmados, com 112 mil mortes.

  • S&P: -0,50%
  • Nasdaq: -0,40%
  • Dow Jones: -0,56%

Ásia

  • Nikkei, Japão: -2,33%
  • Xangai, China: -0,49%
  • Kospi, Coreia: -1,88%

Os mercados de Hong Kong e Austrália ficaram fechados na segunda-feira para o feriado de Páscoa.

Europa

Na Europa, as bolsas seguem fechadas, por conta do feriado de Páscoa.

(Com Rodrigo Petry)