Ibovespa futuro abre em alta; no exterior, mercados mistos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O Ibovespa futuro abriu a terça-feira (14) em alta de 0,69%, aos 99 mil pontos. Ontem, a bolsa de valores teve queda de 1,33%. No exterior, mercados seguem mistos.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou crescimento de 1,31% em maio, na comparação com o mês anterior. Mas veio abaixo do esperado de 4,4%.

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou ontem que o Congresso terá que discutir um imposto sobre operações financeiras, nos moldes da antiga CPMF. Mas ainda não há proposta fechada.

Mourão também reagiu às críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes quanto ao papel do exército na pandemia. Mendes afirmou que o exército e associou a um genocídio. Mourão disse que ele “ultrapassou o limite de crítica”.

Exterior

Os mercados futuros de Nova York tentam se manter em terreno positivo hoje, quando tem início a temporada de balanços dos bancos.

O JP Morgan relatou lucro líquido no segundo trimestre de US$ 1,38 por ação, acima do esperado de US$ 1,15. Ainda hoje, tem dados do Delta, Wells Fargo e Citigroup.

Ontem, as bolsas seguiam em alta, mas caíram à tarde, com o anúncio de que a Califórnia deu um passo atrás na reabertura da economia, devido aos novos casos de coronavírus. Foram fechados diversos serviços e estabelecimentos devido às novas altas nos casos registrados.

Ontem ainda, a OMS alertou que muitos países estão indo na direção errada e que reaberturas antecipadas podem colocar a perder todo o esforço feito nas quarentenas.

“O que preocupa os mercados é que o avanço dos casos pode fazer as pessoas se comportarem como se ainda estivessem no bloqueio, mesmo com as flexibilizações”, disse à Bloomberg Charles Diebel, do Mediolanum International Funds.

Produção industrial na zona do euro

Já na Europa, os mercados estão em queda, com a preocupação quanto ao vírus e com dados econômicos abaixo do esperado.

A produção industrial de maio da zona do euro ficou em 12,4%, ante -18,2% de abril. A subida foi acentuada, mas, mesmo assim, abaixo dos 15% projetados pelo mercado.

O Produto Interno Bruto (PIB) trimestral do Reino Unido ficou em -19,1%. A expectativa era por -17,4%. No trimestre anterior, foi de -10,4%.

Também vem do Reino Unido a informação de que a Huawei deve ser banida das redes 5G do país, em retaliação à repressão chinesa em Hong Kong, e em alinhamento aos EUA.

Cingapura em recessão

Na Ásia, a economia de Cingapura entrou em recessão técnica após recuar 41,2% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior.

Em compensação, os dados comerciais da China em junho ficaram acima das expectativas. As exportações aumentaram 0,5% em relação ao ano anterior, enquanto as importações aumentaram 2,7% em relação ao ano anterior. As projeções eram -1,5% e -10%, respectivamente.

Veja as cotações dos mercados às 8h55:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,44%
  • Nasdaq: +0,46%
  • Dow Jones: +0,61%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,04%
  • FTSE, Reino Unido: -0,94%
  • CAC, França: -2,13%
  • FTSE MIB, Itália: -1,34%
  • Stoxx 600: -4,29%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,87%
  • Xangai, China: -0,83%
  • HSI, Hong Kong: -1,14%
  • ASX 200: -0,61%
  • Kospi, Coreia: -0,11%

Petróleo

  • WTI (agosto 2020): US$ 39,72 (-0,95%)
  • Brent (setembro 2020): US$ 42,41 (-0,73%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 119,49 (+2,44%)