Mercados estão em alta, repercutindo fala de Powell e dados europeus

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os mercados estão em alta na manhã desta quarta-feira (23), ainda repercutindo os comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que disse ontem (22) que o governo dos Estados Unidos vai apoiar a economia “pelo tempo que for preciso”.

Da Europa vêm os resultados dos Índices dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês). A prévia do PMI industrial da zona do euro em setembro teve leitura de 53,7 pontos, acima da projeção de 51,9 e acima dos 51,7 de agosto. Leituras acima de 50 pontos apontam crescimento econômico e, abaixo, retração.

Já o PMI de serviços ficou em 47,6, abaixo da projeção de 50,5 (mesma leitura de agosto). Com isso, o PMI composto, que une industrial e de serviços, deve ficar em 50,1 no mês – a expectativa é por 51,7 (era 51,9 em agosto).

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No Reino Unido, o PMI industrial ficou em 54,3 na prévia, acima dos 54,1 aguardados pelo mercado. O PMI de serviços ficou em 55,1, quando a projeção era de 56. E o composto ficou em 55,7, também abaixo da projeção de 56,3.

Hoje ainda sai o PMI prévio dos EUA.

A Espanha revisou pra cima sua expectativa de Produto Interno Bruto (PIB)  do segundo trimestre, de queda de 18,5% para queda de 17,8%.

Destaque no Brasil

A bolsa de valores fechou a terça-feira (22) com alta de 0,31%, ficando com 97.293 pontos, acompanhando os EUA.

Para hoje, o destaque é a divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial de inflação no país.

Ontem, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reiterou sua resolução de manter a taxa Selic em 2%, após nove cortes consecutivos da taxa básica de juros.

Entre as indicações transmitidas ao mercado, foi sinalizado que a política monetária deve ser mantida como está pelos próximos meses. Isto porque reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços dos ativos.

Segundo o Copom, o cenário deve ser mantido sem novas alterações ainda por 2021 e, possivelmente, até 2022. Isto só muda se a inflação não seguir na trajetória desejada.

Veja as cotações às 8h08:

Mercados Futuros NY

  • S&P: +0,48%
  • Nasdaq: +0,27%
  • Dow Jones: +0,80%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +1,67%
  • FTSE, Reino Unido: +2,31%
  • CAC, França: +1,85%
  • FTSE MIB, Itália: +1,37%
  • Stoxx 600: +1,39%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,06%
  • Xangai, China: +0,17%
  • HSI, Hong Kong: +0,11%
  • ASX 200, Austrália: +2,42%
  • Kospi, Coreia: +0,03%

Petróleo

  • WTI (outubro 2020): US$ 39,93 (+0,40%)
  • Brent (novembro 2020): US$ 41,95 (+0,55%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.895 a onça-troy (-0,62%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 112,96 (-0,65%)