Ibovespa futuro abre em alta de 0,87%, em linha com exterior

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pexels

O Ibovespa futuro abriu a segunda-feira (3) em alta, em linha com o exterior. E registra ganhos de 0,87%, aos 104 mil pontos. Na sexta, a bolsa teve queda de 2%.

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, trouxe nova projeção de melhora do PIB (de queda de 5,77% para queda de 5,66%) para 2020 e também recuo da inflação (1,63%, ante 1,67% da semana passada). E manteve previsão de Selic a 2%. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros, acontece amanhã e quarta.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado pela FGV, recuou de 0,53% da leitura anterior para 0,49%. Foi a segunda semana de recuo nos preços.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Exterior

Os mercados globais seguem em alta, com dados econômicos positivos, mas receios quanto ao avanço do coronavírus.

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) da zona do euro veio acima da projeção. Ficou em 51,8 pontos em julho, quando o mercado aguardava 51,1. Em junho, a leitura foi de 47,4.

No Reino Unido, o PMI veio próximo da projeção: 53,3 ante expectativa de 53,6. Em junho, era 50,1. Pontuações acima de 50 indicam crescimento da atividade econômica.

Na China, o índice ficou em 52,8, ante projeção de 51,3 pontos. Hoje ainda saem os resultados de Brasil e Estados Unidos.

Apesar deste dado positivo, que anima os mercados especialmente na Europa, o avanço do Covid-19 preocupa. O Reino Unido impôs novas restrições em Manchester e, agora, pessoas de casas diferentes não podem mais se reunir, nem dentro das casas, nem em bares e restaurantes. O país também impôs novas regras de quarentena para quem chega da Espanha e Luxemburgo, e pode estender a decisão a França e Alemanha. O governo inglês aponta o turismo como razão para as novas contaminações.

Nos EUA, seguem as discussões entre democratas e republicanos sobre o novo pacote de auxílio econômico. E o presidente Donald Trump promete boicote a softwares de propriedade chinesa que ameacem “riscos à segurança nacional”. O Tik Tok foi o primeiro.

No Japão e na China, as ações de tecnologia subiram com a expectativa de resposta de Pequim à nova tensão iniciada por Trump.

Confira as cotações às 9h10:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,61%
  • Nasdaq: +0,93%
  • Dow Jones: +0,57%

Mercados Europa

  • Dax, Alemanha: +2,32%
  • FTSE, Reino Unido: +1,26%
  • CAC, França: +1,40%
  • FTSE MIB: +1,03%
  • Stoxx 600: +1,54%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +2,24%
  • Xangai, China: +1,75%
  • HSI, Hong Kong: -0,56%
  • ASX 200, Austrália: -0,03%
  • Kospi, Coreia: +0,07%

Petróleo

  • WTI (setembro 2020): US$ 40,14% (-0,32%)
  • Brent (setembro 2020): US$ 43,45 (-0,16%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 125 (+4,21%)