Ibovespa futuro em alta com notícia sobre vacina

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Ibovespa futuro abriu em alta de 2,46%, aos 79.510 pontos, nesta segunda-feira, 18. O índice da bolsa brasileira acompanha o movimento das bolsas globais, que passaram a subir com mais força esta manhã após notícias sobre testes de uma vacina contra o Covid-19 da empresa de biotecnologia Moderna.

De acordo com a CNBC, a vacina motivou o desenvolvimento de anticorpos em todos os 45 participantes do experimento.

A informação também provoca a reação nos preços de commodities, como o petróleo, em razão da perspectiva de aumento da demanda.

Mais cedo, os mercados repercutiam as  falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, sobre a retomada econômica mundial, possível, mas lenta.

Em entrevista ao programa “60 Minutes” da CBS, Jerome Powell afirmou que prevê uma retomada forte da economia a partir do segundo semestre, caso não haja uma segunda onda de contaminações.

No entanto, o avanço da pandemia deve se estender até final de 2021.

Disse ainda que o mundo não chegará a reviver a Grande Depressão da década de 1930, apesar da aguardada taxa de desemprego de 25% nos EUA.

“Você tem governos em todo o mundo e bancos centrais em todo o mundo respondendo com grande força. Será uma desaceleração muito acentuada, mas muito mais curta do que a de 1930”, disse.

Por fim, disse que a recuperação total depende uma vacina contra o Covid-19.

O que você verá neste artigo:

Nova York

  • S&P: +2,26%
  • Nasdaq: +1,84%
  • Dow Jones: +2,35%

Como analisar o Mercado Futuro?

Europa

  • DAX, Alemanha: +3,48%
  • FTSE, Reino Unido: +2,83%
  • CAC, França: +3,09%
  • FTSE MIB: +1,67%
  • Stoxx 50: +3,03%.

Petróleo

  • WTI (julho 2020): US$ 32,16 (+8,94%)
  • Brent (julho 2020): US$ 34,63 (+6,55%)

Ásia

Na Ásia, a China está sinalizando uma segunda onda de coronavírus. O governo pediu ao comércio e aos processadores de alimentos que aumentem seus estoques de grãos e oleaginosas.

Além disso, Pequim promete colocar as empresas americanas Apple, Cisco, Qualcomm e Boeing em uma lista de “não-confiáveis”.

Por sua vez, o ministério do Comércio disse que vai tomar as medidas necessárias para retaliar as restrições impostas pelos EUA ao uso de tecnologia norte-americana pela Huawei.

A China acusa os EUA de “violação dos princípios do mercado” e “abuso de poder estatal” ao exigir que as empresas precisem de licença para negociar com a Huawei.

Os EUA, por sua vez, acreditam que a Huawei colabora com o serviço secreto chinês.

Dessa maneira, o episódio promete dificultar ainda mais o acordo comercial entre as duas potências, já em crise por conta das acusações de Washington de que a China seria responsável pela pandemia de coronavírus.

Por fim, o Japão divulgou que teve sua atividade econômica reduzida e 3,4% de janeiro a março, segundo a Reuters. É o segundo trimestre consecutivo de contração do país, o que configura recessão técnica.

  • Nikkei, Japão: +0,48%
  • Xangai, China: +0,24%
  • HSI, Hong Kong: +0,58%
  • ASX 200, Australia: +1,03%
  • Kospi, Coreia: +0,51%

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