Ibovespa futuro abre em alta com otimismo externo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Shutterstock

O Ibovespa futuro abriu a terça-feira (5) em alta de 1,39%, aos 80.200 pontos, acompanhando os mercados internacionais, que mostram otimismo com sinais de retomada da economia, embora ainda bem discretos.

O EWZ (MSCI Brazil Capped), o principal ETF (fundo de índice) das ações de empresas brasileiras negociadas nas bolsas dos EUA, opera em alta de 1,80% na pré-abertura dos mercados.

No radar dos investidores, no Brasil, há a divulgação dos resultados da produção industrial de março, pelo IBGE, que podem trazer reflexos parciais da paralisação da economia, pois o período de quarentena teve início nos últimos dias de março.

Hoje também começa a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que deve optar por mais um corte da taxa Selic, hoje em 3,75%.

EUA

Os mercados futuros dos Estados Unidos operam em terreno positivo, com os investidores atentos às possibilidade de saída da quarentena em Nova York e às perspectivas de recuperação econômica global ainda em 2020.

Em relatórios divulgados ontem (4), os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley afirmaram de que há sinais de recuperação da economia na Ásia já no segundo trimestre. Estados Unidos e Europa devem assistir a uma melhora a partir do terceiro trimestre.

  • S&P: +1,03%
  • Nasdaq: +1,17%
  • Dow Jones: +1,02%

Reabertura em Nova York

No Estado de Nova York, o governador Andrew Cuomo afirmou que a curva está decrescente em número de hospitalizações, novas infecções e mortes.

Houve 9.647 internações no domingo, ante 9.786 no sábado. E 226 mortes no domingo, ante 437 no sábado.

Aéreas em baixa

Na segunda-feira, as ações das companhias aéreas sofreram uma grande liquidação, com a Delta, United e American Airlines caindo mais de 5%.

Isto depois que Warren Buffett afimou no final de semana que abandonou toda participação no setor devido à pandemia.

China em foco

Também os mercados sentiram fortemente ontem o aumento das tensões entre Estados Unidos e China, com as afirmações do presidente Donald Trump de que o coronavírus é “culpa” chinesa.

E que novas tarifas serão impostas aos produtos vindos da China como forma de retaliação. Isto acabaria de vez com o já sensível acordo comercial assinado entre as duas potências em janeiro.

O secretário de Estado Mike Pompeo também compartilha da crença de que o Covid-19 surgiu em um laboratório chinês.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitou que os EUA compartilhem sua investigação a respeito da origem do coronavírus.

Ásia

Os mercados da China, do Japão e da Coréia do Sul ficaram fechados nesta terça-feira, por conta de um feriado.

Em Hong Kong, o governo anunciou que a economia teve uma contração de 8,9% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. Este é o maior declínio já registrado desde 1974.

Na Austrália, o Reserve Bank, banco central, manteve a política monetária.

  • HSI, Hong Kong: +1,08%
  • ASX 200, Austrália: +1,64%

Europa

Mercados europeus também em terreno positivo, compartilhando o sentimento em Wall Street e acompanhando as reaberturas das economias na região.

A Total registrou um lucro líquido no primeiro trimestre de US$ 1,8 bilhão, com queda de uma queda de 35% em relação ao ano anterior, mas ainda assim acima das expectativas.

  • DAX, Alemanha: +1,73%
  • FTSE, Inglaterra: +1,62%
  • CAC, França: +1,83%
  • FTSW MIB, Itália: +1,27%
  • Stoxx 50: +1,32%

Petróleo

Preços em alta, na expectativa que a retomada econômica aumente a demanda pela commodity.

  • Brent (julho 2020): US$ 29,27 (+7,61%)
  • WTI (junho 2020): US$ 22,55 (+10,59%)