Mercados caem enquanto investidores analisam resultados alcançados com negociações entre EUA e China.

Guilherme Paulo
Colaborador do Torcedores

Crédito: REUTERS/Aly Song

A leitura é de que ainda falta um símbolo mais concreto de que os países chegarão a um consenso que encerre a disputa.

Mercado Europeu

As principais bolsas da Europa encerraram o dia de hoje em baixa, enquanto os investidores avaliam os progressos das negociações comerciais entre EUA e China. Dados fracos da economia chinesa, e incertezas sobre o Brexit, levam os investidores a buscarem ativos seguros.

O acordo parcial alcançado entre EUA e China também não é capaz de mudar o cenário, visto que a troca de gentilezas entre os dois países não concretizou em um acordo assinado, por enquanto.

Dados chineses também contribuíram negativamente, indicando uma desaceleração nas importações (-8,5%) e exportações (-3,2%). Em conjunto, a desaceleração econômica mundial também preocupa, especialmente com rodada de tarifas que serão elevadas pelos EUA contra produtos europeus.

E por fim, outro ponto que pesou foi o Brexit, que após um fim de semana de negociações, encerrou com os diplomatas envolvidos dizendo que mesmo um rascunho de um acordo parece ser uma tarefa difícil de se alcançar, visto que as divergências entre as partes são grandes.

Alemanha | DAX [-0,20%]

Londres | FTSE 100 [-0,46%]

França | CAC 40 [-0,40%]

Zona do euro | Euro Stoxx 50 [-0,38%]

Itália | FTSE MIB [-0,30%]

EUR/USD [-0,10%] | € 1,1029

Bolsas Norte-americanas

As bolsas em Nova Iorque operam sem direção única, com investidores analisando a clareza do acordo parcial entre EUA e China.  O receio vem após o rali da sexta-feira, mostrando que os mercados estão analisando melhor os possíveis desfechos das conversas entre EUA e China.

E hoje foi divulgada a informação de que a China quer mais negociações com os Estados Unidos, sobre uma fase do acordo alcançado na sexta, o que gera incertezas em relação à agilidade para resolução do conflito.

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Dow Jones 30 [+0,07%] | 26.835 pontos

S&P 500 [-0,02%] | 2.969 pontos

Nasdaq [+0,03%] | 8.059 pontos

VIX [-4,88%]

Commodities

O movimento atual dos mercados pressiona as cotações das commodities, desvalorizando o petróleo e valorizando o ouro. Em momento de stress, o petróleo chegou a operar em baixa de 3,00%, com os sinais de reaquecimento da demanda ainda fracos.

O minério de ferro fechou em baixa de 2,42% em Qingdao, cotado em US$ 91,49 a tonelada.

A referência britânica, o Brent para novembro opera em queda de 2,00%, a US$ 59,30. A referência norte-americana, o WTI para novembro, opera em baixa de 2,23%, a US$ 53,48.

O ouro para dezembro encerrou em alta, com os investidores buscando um porto seguro em meio as incertezas. O metal encerrou com ganhos de 0,59%, a US$ 1.497,60 a onça-troy.

A bolsa brasileira

A bolsa brasileira segue, em parte, o mercado norte-americano, com uma leve alta sem nenhum catalisador. No campo político, o plenário do STF deve julgar a prisão em segunda instância na quinta-feira, trazendo novamente o tema polêmico para discussão.

No relatório Focus divulgado nesta manhã, destaque para o recuo da projeção do IPCA para 2019 e 2020, além do recuo da projeção da Selic no final de 2020, de 5% para 4,75%.

O Ibovespa opera com 104.055 pontos, em alta de 0,22%, após mínima de 103.438 pontos e máxima de 104.261 pontos.

O dólar futuro opera em alta de 0,55%, cotado a R$ 4,134. Na máxima, a moeda atingiu R$ 4,143 e na mínima R$ 4,112.

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