Ibovespa futuro abre em alta acompanhando exterior

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Ibovespa futuro abriu a quinta-feira (16) em alta de +0,49%, aos 79.890 pontos, acompanhando os mercados internacionais.

A expectativa é pelo anúncio do presidente Donald Trump quanto à estratégia de reabertura da economia norte-americana e a divulgação dos dados semanais de pedidos de seguro desemprego.

Reabertura nos EUA

Estrategistas de mercado consultados pela CNBC apontam que a desaceleração no número diário de novos casos de coronavírus nos EUA e o achatamento no número de hospitalizações no estado de Nova York são indícios de que os mercados terão tendência de alta nas próximas semanas.

Marko Kolanovic, do JP Morgan, afirmou que os dados podem incentivar os governos estaduais a dar “pequenos passos” para reabrir as empresas já na próxima semana.

Para ele, o mercado de ações retoma níveis anteriores à pandemia já no primeiro semestre de 2021, desde que a economia se recupere até o final deste ano.

Para hoje, Trump deve conceder entrevista para apresentar seus planos de reabertura. “Tem que haver um equilíbrio. Há também a morte envolvida em manter a economia fechada”, disse o presidente ontem. “Temos que voltar ao trabalho.”

Globalmente, mais de 2 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus, com 133 mil vítimas fatais. Os dados são da Universidade Johns Hopkins.

Seguro-desemprego

Contudo, os dados sobre seguro-desemprego podem mudar os ânimos ao longo do dia. Nas três últimas semanas, o total de pedidos foi de 16 milhões, o que representa 10% de toda a força de trabalho norte-americana. Os analistas consultados pela Dow Jones estimam que pelo menos mais 5 milhões de pedidos serão anunciados hoje.

Na quarta (15), os mercados fecharam em baixa, com dados sobre o varejo dos Estados Unidos revelando uma queda de 8,7%, a maior já registrada.

Balanços

Mais duas importantes instituições financeiras dos EUA divulgaram seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano.

O Morgan Stanley teve lucro líquido de US$ 1,7 bilhão, 30% menos que no mesmo período do ano passado. O lucro por ação foi de US$ 1,01, abaixo da previsão, que era de US$ 1,14, de acordo com a CNBC. A receita também ficou abaixo das expectativas e fechou em US$ 9,487 bilhões.

Já Blackrock teve um ganho de US$ 806 milhões no período, ou US$ 5,15 por ação. No mesmo período do ano passado, o lucro tinha sido de US$ 1,05 bilhão, segundo CNBC, uma queda, portanto, de 23%.

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Vamos ao desempenho dos mercados às 9h10.

Nova York futuros

  • S&P: +0,16%
  • Nasdaq: +0,51%
  • Dow Jones: +0,02%

Petróleo

Ontem, o petróleo dos EUA caiu para o nível mais baixo em mais de 18 anos. A queda nos futuros de petróleo intermediário do oeste do Texas (WTI) veio após divulgação de relatório que apontou o maior estoque já registrado. O WTI caiu 1,19% para chegar a US$ 19,87, preço não visto desde 7 de fevereiro de 2002.

No pregão asiático, o Brent teve queda de 0,79%, com US$ 27,47 o barril. O WTI subiu 0,1%, para US$ 19,89 o barril.

  • Brent: US$ 28,75 (+3,83%)
  • WTI: US$ 20,07 (+1,01%)

Europa

A Europa também acompanha os dados da economia internacional e a reabertura dos países.

A Alemanha, último país a traçar seu roteiro de retomada, definiu que pequenos comércios poderão reabrir em 20 de abril, desde que possam implementar medidas de higiene. As escolas reabrem dia 4 de maio. Grandes eventos ou reuniões só estarão liberados a partir de 31 de agosto.

  • DAX, Alemanha: +0,86%
  • FTSE, Inglaterra: +0,34%
  • CAC, França: +0,32%
  • FTSE MIB, Itália: +1,20%
  • Stoxx 600: +0,82%

Ásia (fechamento)

Os mercados asiáticos fecharam em queda, com exceção da China. Ainda hoje, o país anuncia o resultado do seu Produto Interno Bruto (PIB).

  • Nikkei, Japão: -1,33%
  • Xangai, China: +0,31%
  • HSI, Hong Kong: -0,58%
  • ASX 200, Austrália: -0,92%
  • Kospi, Coreia: 0%