Ibovespa futuro abre em queda, em linha com NY

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Ibovespa futuro abriu em queda nesta sexta-feira (15), de 0,68%, aos 78.865 pontos, seguindo o comportamento dos mercados futuros de Nova York, que se ressentem com a decisão do governo norte-americano de estender o embargo a empresa chinesa Huawei, elevando a temperatura nas relações comerciais com a China.

A notícia neutralizou parcialmente outra notícia positiva vinda do país asiático. O National Bureau of Statistics chinês anunciou que a produção industrial anualizada do país subiu 3,9% em abril. Esta foi a primeira expansão registrada em 2020 – vale lembrar que, na China, a crise do coronavírus teve início em janeiro. Os analistas projetavam uma subida menor, de 1%.

Os investidores estão atentos ainda à reabertura da economia norte-americana. A cidade de Nova York estendeu até 13 de junho seu lockdown. No estado, algumas cidades iniciam reabertura gradual nesta sexta-feira.

No Brasil, há pouco, o Banco Central divulgou o Índice IBC-BR, considerado uma prévia do PIB, que registrou queda de 5,9% em março.

Vamos ao desempenho dos mercados às 9h.

O que você verá neste artigo:

Nova York

  • S&P: -1,06%
  • Nasdaq: -1,18%
  • Dow Jones: -1,02%

Europa

No continente europeu, o Eurostat, escritório de estatísticas da Comissão Europeia, anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro recuou 3,8% no primeiro trimestre. O da União Europeia, 3,3%.

Os dados vieram alinhados com o que aguardava o mercado. O resultado é o pior da região desde 1995.

O nível de emprego recuou 0,2%.

A Alemanha registrou queda de 2,2% no PIB do primeiro trimestre. A Espanha, país mais afetado pela Covid-19 no continente, teve queda de 5,2%. A França, 5,8%. E a Itália, 4,7%.

  • DAX, Alemanha: +0,60%
  • FTSE, Reino Unido: +0,58%
  • CAC, França: -0,26%
  • FTSE MIB, Itália: -0,22%
  • Stoxx 600: -0,01%

Petróleo

Petróleo em alta, repercutindo aumento da produção chinesa.

  • Brent (julho 2020): US$ 31,69 (+1,80%)
  • WTI (junho 2020): US$ 28,20 (+2,32%)

Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,62%
  • Xangai, China: -0,07%
  • HSI, Hong Kong: -0,14%
  • ASX 200, Australia: +1,43%
  • Kospi, Coreia: +0,12%

(Com Wisir Research)