Bolsas em NY operam em baixa após payroll pior que o previsto

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Foto: Imagem/reproduçao/renovamidia

Os mercados futuros de Nova York operam em queda nesta sexta-feira (3), após a divulgação dos dados da folha de pagamentos oficial dos EUA (payroll).

A economia americana fechou 701 mil vagas em março, muito acima do teto das estimativas.

A mediana das estimativas da Bloomberg apontava para perda de 100 mil vagas de trabalho. Em fevereiro, os EUA haviam criado 273 mil postos de emprego.

O payroll é um relatório divulgado toda primeira sexta-feira de cada mês pelo Departamento de Trabalho, com o número de contratados dos EUA, com exceção dos trabalhadores agrícolas.

Conforme pontuou a CNBC, este foi o primeiro declínio desde setembro de 2010.

Os dados, entretanto, ainda não absorvem complemente os impactos da pandemia do coronavírus na economia americana.

Veja o desempenho das bolsas americanas às 13h45:

  • S&P, -1,75%
  • Nasdaq, -1,71%
  • Dow, -1,63%

Considerado uma prévia do relatório de empregos oficial dos Estados Unidos (payroll), o Relatório Nacional de Emprego, divulgado pela ADP e pela Moody’s Analytics na quarta-feira (1), mostrou que houve redução de 27 mil postos de trabalho no setor privado não-agrícola entre fevereiro e março. O payroll inclui na contagem os funcionários públicos.

Ainda hoje tem índice dos gerentes de compras composto dos EUA (PMI na sigla em inglês), com dados sobre indústria e serviços.

Petróleo

Os preços do petróleo subiam novamente nesta sexta-feira, sob expectativa de que um acordo global sobre a produção de petróleo seja anunciado.

Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados devem se reunir na segunda-feira.

De acordo com a Reuters, que obteve uma relatório, os produtores russos afirmaram estar prontos para cortes em um tentativa de segurar a retração dos preços.

Nesta quinta-feira, Donald Trump anunciou, por meio do Twitter, que Arábia Saudita e Rússia aceitaram reduzir a produção de petróleo. Globalmente, a produção deve ser reduzida em 10 milhões de barris por dia.

Segundo Trump, Mohammad Bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita, e Vladimir Putin já conversaram a respeito e entraram em acordo.

Veja a cotação:

  • WTI, +7,19%, a US$ 27,14
  • Brent, +11,16%, a US$ 33,28

Mercados na Europa

Mercados em baixa também na Europa, com investidores sentindo fortemente os impactos econômicos da persistência do vírus e das consequências aos bloqueios generalizados.

O índice dos gerentes de compras composto da zona do euro, calculado pelo IHS Markit, despencou de 51,6 em fevereiro para uma mínima histórica de 29,7 em março.

A expectativa era de queda para 31,4 pontos. Esta foi a maior queda mensal desde o início do cálculo do índice, em 1998. Resultados abaixo de 50 representam contração da atividade econômica.

Veja o fechamento das bolsas:

  • Dax, Alemanha, -0,47%
  • FTSE, Inglaterra, -1,18%
  • CAC, França, -1,57%
  • FTSE Mib, Itália, -2,67%
  • STOXX600, -0,97%

Mercados na Ásia

O índice dos gerentes de compras de serviços da China ficou em 43 pontos, após uma baixa recorde de 26,5 em fevereiro, o que, teoricamente, indica uma retomada da economia. No entanto, o indicador não foi suficiente para animar os investidores.

Veja o fechamento das bolsas:

  • Nikkei, Japão, +0,01%
  • Shanghai, China, -0,60%
  • HSI, Hong Kong, -0,19%
  • ASX200, -1,68%
  • Kospi, Coreia, +0,03%

(Com Rodrigo Petry)