Ibovespa futuro segue exterior e abre em alta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Ibovespa futuro abriu em alta de 1,97%, aos 80.300 pontos, nesta quinta-feira (7). O impulso, após a queda de ontem, se deve ao ânimo dos mercados externos com o resultado da balança comercial chinesa, que veio acima do esperado.

A China apontou crescimento de 3,5% nas exportações e queda nas importações de 14%. Os analistas apostavam em queda de 15,7% nas exportações e queda de 11,2% nas importações.

Os mercados futuros de Nova York estão na expectativa também de que o Departamento de Trabalho aponte nesta manhã uma queda nos novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos. Perto das 9h, os índices subiam em média 1,5%.

O montante, desde o início da crise, é de mais de 30 milhões de reivindicações. Os analistas projetam para hoje outros 3 milhões de pedidos, o que ainda é muito, mas confirmaria uma tendência de queda no fechamento de vagas.

Se a projeção estiver correta, serão cerca de 33 milhões de desempregados nos EUA sob o Covid-19. O número é bem superior aos 22,4 milhões de postos de trabalho recuperados desde novembro de 2009, quando a economia dos EUA começava a sair da Grande Recessão.

Amanhã (8), os EUA divulgam o payroll, a folha de pagamentos que contabiliza os empregos não-agrícolas no país. A projeção é de 21 milhões de desempregados e uma taxa de desemprego subindo dos atuais 4,4% para 16%.

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Uma pesquisa prévia, divulgada na quarta (6) pela ADP/Moody’s, apontou que o setor privado dos Estados Unidos perdeu 20,236 milhões de vagas de março para abril.

  • S&P: +1,51%
  • Nasdaq: +1,50%
  • Dow Jones: +1,34%

Europa

Os mercados na Europa abriram o dia em alta, com a notícia de que o Banco da Inglaterra (BOE) manteve as taxas de juros em 0,1%, mas sinalizou que pode adotar novos cortes caso a crise econômica causada pela pandemia de coronavírus continue a se aprofundar.

A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido tenha uma queda de 14 % este ano.

Também no Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson avisou que, no domingo, anunciará as primeiras medidas para a saída da quarentena. Elas devem ser iniciadas já na segunda-feira (11).

A Alemanha anunciou novos relaxamentos nas medidas de distanciamento social. O futebol retornará sem público, todo o comércio poderá reabrir, e ficará a cargo dos estados definir sobre a reabertura de bares e restaurantes. Ao mesmo tempo em que afrouxa a quarentena, a chanceler Angela Merkel alerta para a possibilidade de retomar os bloqueios caso a contaminação aumente.

  • DAX, Alemanha: +0,94%
  • FTSE, Reino Unido: +0,90%
  • CAC, França: +1,15%
  • FTSE MIB, Itália: +0,76%
  • Stoxx 600: +1,05%

Ásia

Mercados da Ásia fecharam em queda, com exceção do Japão, que retornava de um feriado e registrou leve ganho.

O índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) de serviços Caixin/IHS Markit mostrou que o setor de serviços da China em abril caiu pelo terceiro mês consecutivo, com demissões atingindo uma mínima recorde.

  • Nikkei, Japão: +0,28%
  • Xangai, China: -0,23%
  • HSI, Hong Kong: -0,65%
  • ASX 200, Austrália: -0,38%
  • Kospi, Japão: -0,01%

Petróleo

O petróleo está com tendência de alta. A expectativa é de retomada da demanda mundial com a saída das quarentenas na Europa e nos Estados Unidos.

  • Brent (julho 2020): US$ 31,66 (+6,53%)
  • WTI (junho 2020): US$ 26,32 (+9,71%)