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Mercado reage positivamente após anúncio de trégua na guerra comercial entre China e Estados Unidos

Após o anúncio houve aumento nos índices de vários mercados na Ásia, Estados Unidos, Europa e no Brasil.

Após o anúncio de uma trégua na guerra comercial travada entre os Estados Unidos e a China, o mercado financeiro internacional apresentou uma reação bastante positiva, inclusive no Brasil.

Ainda não é possível dizer o que acontecerá nos próximos dias, contudo, especialistas apostam em uma melhora, pois, a esperança de que haja paz no comércio internacional já fez com que muitos investidores adquirissem novas ações. Houve uma subida em massa dos índices mais importantes da Ásia, Estados Unidos e Europa. Já no Brasil, a Bovespa registrou um recorde de pontos e o dólar apresentou queda em seu fechamento.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

O presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping acabaram entrando em um acordo e selaram a trégua na guerra comercial que ocorria entre os dois países.

Vista como uma das principais ameaças ao cenário econômico mundial, a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos ainda não acabou. Por um lado, o governo norte-americano aumenta as taxas de importação dos produtos chineses, deixando-os mais caros no país, por outro, o governo chinês adota medidas semelhantes para encarecer os produtos norte-americanos. A decisão tomada pelos dois governantes, por enquanto, é de apenas não aumentar o “arsenal” dessa guerra.

A sobretaxa cobrada pelos EUA sobre os produtos chineses já chega a US$ 250 bilhões e o governo norte-americano pretendia aumentar ainda mais uma parte dessas tarifas no próximo mês. Trump também havia ameaçado ampliar a cobrança de tarifas a todos os produtos oriundos da China que viessem a entrar nos EUA.

O acordo de trégua prevê que, nos próximos 90 dias, o governo norte-americano não anunciará novas taxações contra os produtos chineses, além disso, os chineses se comprometeram a adquirir mais produtos dos Estados Unidos. Trump emitiu uma nota em que disse que a China concordou em diminuir e remover as altas tarifas que incidem sobre os carros produzidos nos Estados Unidos e que são exportados para o país asiático. Atualmente, essa tarifa gira em torno de 40%.

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Crédito da imagem: Andriano_cz/Thinkstock

Já a China não confirmou ainda essa possibilidade de reduzir as tarifas que incidem sobre os carros e que irá comprar mais produtos dos Estados Unidos. De acordo com o relato do porta-voz do ministério das relações exteriores do país asiático, o que ficou acordado entre os dois governantes foi apenas a não imposição de novas tarifas e a tentativa de fazer com que a relação comercial entre os dois países volte a ser como era antes.

De acordo com economista do Nomura Bank, João Pedro Ribeiro, essa não é uma solução definitiva para a guerra comercial. Apesar do acordo, muitas dúvidas ainda pairam sobre a relação entre os dois países ao longo de 2019, contudo, se considerado o curto prazo, a medida já é considerada como algo positivo. Ribeiro também torce para que os dois governos se entendam.

Uma outra notícia também tomou conta do radar do mercado financeiro recentemente: trata-se da saída do Qatar da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). O governo do país pretende se dedicar ao aumento da produção de gás natural, contudo, a sua saída é vista como um sinal de um possível conflito com a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio por conta das relações existentes entre o Qatar e o Irã.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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