Mercado Livre recebe aval do BC para operar como instituição financeira

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

O Banco Central confirmou nesta segunda-feira (9) decisão publicada no último dia 15 no Diário Oficial, avalizando a atuação do Mercado Livre para operar como uma instituição financeira.

De acordo com nota divulgada à imprensa pelo próprio Mercado Livre, a empresa, agora, poderá consolidar sua participação no segmento de crédito.

O ML atua desde 2017 com o Mercado Crédito, sistema que permite empréstimos para quem tem conta no Mercado Pago, fintech de pagamentos da companhia.

BDRs, Day Trade, Unicórnios e novos IPOs.

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“A licença de instituição financeira permitirá reforçar o foco da companhia em expandir as operações de crédito dentro de seu ecossistema. Desde o início da oferta, em 2017, o grupo já concedeu mais de R$ 4 bilhões em créditos no Brasil, em um total de mais de 10 milhões de transações. Essas operações alcançaram principalmente consumidores e empreendedores sem acesso ao crédito no sistema financeiro tradicional”, comemorou Tulio Oliveira, vice-presidente do Mercado Pago.

Mercado Livre recebeu aporte milionário

O anúncio da liberação do BC para o Mercado Livre operar como uma instituição financeira foi feito exatamente um mês após a empresa receber um aporte milionário.

O Goldman Sachs injetou R$ 400 milhões na empresa para a ampliação do serviço de crédito em meados de setembro.

Agora, com o sinal verde do BC, o ML poderá completar a estratégia de funding por meio de fontes diferentes de financiamento, conforme explicou Pedro de Paula, diretor do Mercado Crédito no Brasil.

“Ter um rol de instrumentos de financiamento mais completo beneficiará de forma estrutural toda a área de fintech e trará maior solidez, além de resiliência para o negócio”, sintetizou o executivo, satisfeito com o anúncio oficial.

Empresa dobrou de tamanho em meio à pandemia

Apesar da pandemia de coronavírus ter afetado em cheio a economia mundial, o Mercado Livre apresentou um crescimento fantástico em todo o planeta, mesmo em meio à crise.

De acordo com um artigo publicado no The Economist, o valor de mercado da empresa pan-latino-americana de comércio eletrônico e fintech dobrou para US$ 50 bilhões desde o início da crise.

O ponto principal da reportagem sobre a companhia fundada em 1999 por, entre outros, Marcos Galperin, MBA formado pela Universidade de Stanford, é sobre o futuro do Mercado Livre.

A coluna também apontou uma série de alinhamentos similares com mais um gigante online, a Amazon, e afirmou que é o principal concorrente da empresa de Jeff Bezos no México.

O Mercado Livre já vale mais do que o próprio eBay, seu antigo mentor, que também usa sua plataforma para impulsionar empresas menores.

“Como a Amazon em seus primeiros dias, ela está preparada para abandonar os lucros de curto prazo para um rápido crescimento. Também desenvolve uma rede de logística. Mas, diferentemente do titã americano, raramente negocia por conta própria; seu negócio de comércio eletrônico recebe uma taxa de transações entre compradores e vendedores em sua plataforma”, diz parte do artigo.

“Dessa forma, assemelha-se à Alibaba, dona dos empórios on-line da China. Seu braço de fintech, o Mercado Pago, é vagamente modelado no Alipay, o sistema de pagamentos do Alibaba”, complementou o texto da publicação britânica.

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