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Mercado financeiro estima PIB e juros menores em 2019

Previsões foram publicadas no relatório Focus desta segunda-feira (7). O resultado foi obtido por meio de um levantamento que envolveu mais de 100 instituições financeiras.

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Crédito da imagem: Leonardo Benassatto/ Agência Reuters

A previsão do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro para 2019 foi reduzida na expectativa de diversos analistas do mercado financeiro. Esses especialistas também passaram a prever um menor crescimento no que diz respeito a taxa básica de juros (Selic) ao longo deste ano.

Essas previsões foram publicadas no último relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (7). O resultado foi obtido por meio de um levantamento que envolveu mais de 100 instituições financeiras ao longo da semana passada.

A expectativa do mercado financeiro é de que o PIB brasileiro de 2019 sofra uma expansão de 2,53%, resultado diferente dos 2,55% esperados anteriormente.

Vale lembrar que o PIB é a soma de todos os bens e serviços que o país produz e sua finalidade é medir a evolução econômica de uma nação.

A previsão de alta do PIB para o ano de 2018 se manteve estável em 1,3%, contudo, o resultado oficial ainda será divulgado no próximo mês de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já entre os economistas dos bancos, a previsão de expansão da economia ainda se mantém em 2,5% para os anos de 2020 e 2021.

Confira, abaixo, algumas estimativas trazidas pelo último relatório Focus:
Previsão20182019
PIB1,3%2,53%
Inflação3,69%4,01%
Selic6,5%7%
Investimento Estrangeiro DiretoUS$ 75 bilhõesUS$ 79,5 bilhões

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Taxa básica de juros

As últimas estimativas do mercado mostram que houve queda de 7,13% para 7% na previsão da Selic até o fim deste ano. Hoje, a taxa básica de juros encontra-se em sua mínima histórica de 6,5% ao ano. Dessa forma, muitos analistas ainda preveem uma alta nos juros ao longo de 2019, contudo, com menor intensidade.

A definição da taxa Selic é feita pelo Copom (Comitê de Política Monetária), órgão do Banco Central que se reúne a cada 45 dias para definir a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação.

Como uma forma de atingir as metas prefixadas, o Banco Central pode elevar ou reduzir a taxa básica de juros da economia.

Inflação

De acordo com o índice oficial de inflação do país (conhecido como Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), o mercado financeiro ainda mantém a sua previsão estável para a inflação em 4,01% em 2019.

A meta central estabelecida para este ano é de 4,25%, mas conta com um intervalo de tolerância e pode variar entre 2,75% e 5,75%.

O mercado mantém uma expectativa de inflação abaixo da meta para o ano de 2018, que é de 4,5%. Por conta do intervalo de tolerância, tal meta terá sido cumprida se o IPCA fechar entre 3% e 6% nesse ano.

Outras estimativas

Dólar

A projeção do mercado é de uma estabilidade na taxa de câmbio no fim deste ano, quando a moeda norte-americana é cotada em R$ 3,80.

Balança Comercial

A projeção para o saldo da balança comercial (total de exportações menos as importações) também se manteve estável para o ano de 2019. O mercado espera um superávit de US$ 52 bilhões.

Investimento estrangeiro

O relatório Focus apontou uma previsão de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil de 79,5 bilhões em 2019, o que mostra uma estimativa estável em relação ao que era esperado para o período.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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