Após tensões no mercado financeiro, dólar fecha a R$ 5,38

Karin Barros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Freepik

O dia foi de tensões no mercado financeiro. O dólar teve a maior alta diária desde o fim de outubro, mas encerrou a semana em queda de 1,63%, de acordo com a Agência Brasil.

Um dos motivos foi a fala de Paulo Guedes, ministro da Economia, na quinta-feira (19), afirmando que está no cardápio do governo a venda de reservas internacionais para abater dívidas nacionais.

A informação foi confirmada nesta sexta (20) pelo secretário especial Waldery Rodrigues, que colocou que a decisão final é do Banco Central.

A bolsa caiu, acompanhando a movimentação no exterior, mas fechou a semana com alta de 1,16%. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (20) vendido a R$ 5,386, com alta de R$ 0,072 (+1,35%).

A moeda norte-americana chegou a abrir o dia em queda, mas passou a subir ainda durante a manhã, à medida que o pessimismo se consolidou no mercado internacional.

Essa foi a maior valorização diária do dólar desde 28 de outubro, quando a divisa tinha subido 1,42%.

Apesar da alta desta sexta, a divisa acumula queda de 6,14% em novembro. No ano, o dólar valorizou-se 34,24%.

Mercado de ações

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou a sexta-feira aos 106.042 pontos, com recuo de 0,59%.

O indicador chegou a operar em leve alta durante a manhã, mas inverteu o movimento e passou a cair.
Tanto o dólar como a bolsa seguiram os mercados externos.

O aumento de casos de covid-19 nos Estados Unidos e em países da Europa desanimaram os investidores internacionais, apesar dos avanços registrados nos últimos dias em diversas vacinas.

Outros dois fatores contribuíram para o pessimismo. A estagnação nas discussões sobre um novo pacote de estímulo nos Estados Unidos voltou a influenciar o mercado.

Negociações paradas

Na quinta, os líderes das bancadas democrata e republicana no Senado norte-americano tinham anunciado a disposição em retomar as conversas, mas as negociações não avançaram nesta sexta.

O segundo fator foi a decisão do secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, anunciar uma restrição de financiamentos para programas de socorro do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano).

A instituição financeira emitiu comunicado em que afirma que a medida não causará problemas porque o próprio Fed pode remanejar recursos internos.

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